O livro sobre a Motown, o que é fixe, porque tem banda sonora das boas.
É um livro que se lê e se ouve, contra aqueles livros nefastos cheios de comida que nos deixam cheios de fome.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
As dondocas da mesa ao lado
Uma das coisas de ficar em casa com a cria é irmos muitas vezes ao shopping, porque é muito fácil e fresquinho. Uma das coisas de ir muitas vezes ao shopping com a cria é almoçar sem interlocutor, ou seja, com os ouvidos livres para ouvir as baboseiras das dondocas da mesa ao lado. E as dondocas da mesa ao lado, ó Deus Santíssimo, são iguais virtualmente em qualquer lugar deste mundo:
- Adoram ouvir as próprias histórias. Se a companhia é um homem, não lhe conhecemos a voz nunca, apenas os hum-hum e um olhar alheio. Se a companhia for outra dondoca, fala uma de limões e a outra de hipopótamos, certíssimas de que estão a ter ali uma ouvinte sincera e atenta;
- Têm algumas características em comum: são todas mulheres “muuuito orgulhosas, ai que este meu orgulho não me leva a lado nenhum”, são “teimosas, teimosas, teimosas – batendo as unhinhas na mesa – quando meto uma ideia nesta cabeça, não há quem a tire.” E estão sempre sentidas com uma ou outra amiga, “e falo assim muito fria para ela a ver se ela percebe.”
- Têm todas de perder dois ou três quilinhos e estão invariavelmente mais gordas que a interlocutora. Por vezes, dão beliscõezinhos na barriga uma da outra para verem quem afinal é a gorda das duas.
- Têm a certeza de que azeite não engorda. Morreriam a defender essa ideia.
- Foram ontem retocar as madeixas mas a Lu queimou-lhes as raízes todas desta vez. Nunca mais lá voltam.
- Têm sacos da C&A escondidos em sacos da Sacoor.
- Acham que uma empresa de limpeza é muito mais fiável do que uma empregada, mas desde que veio – baixam a voz se me ouviram ao telemóvel – essa quantidade de brasileiras para cá que as empresas também não valem nada. Boas mesmo são as ucranianas, que trabalham bem e barato.
Normalmente esta é a hora em que começo a interagir com o meu interlocutor preferido, o Sr. Gabriel José, que é tão mais cheio de nuances e surpresas no seu discurso. As suas reacções ao meu bubabubabubabuba são muito mais estimulantes intelectualmente.
- Adoram ouvir as próprias histórias. Se a companhia é um homem, não lhe conhecemos a voz nunca, apenas os hum-hum e um olhar alheio. Se a companhia for outra dondoca, fala uma de limões e a outra de hipopótamos, certíssimas de que estão a ter ali uma ouvinte sincera e atenta;
- Têm algumas características em comum: são todas mulheres “muuuito orgulhosas, ai que este meu orgulho não me leva a lado nenhum”, são “teimosas, teimosas, teimosas – batendo as unhinhas na mesa – quando meto uma ideia nesta cabeça, não há quem a tire.” E estão sempre sentidas com uma ou outra amiga, “e falo assim muito fria para ela a ver se ela percebe.”
- Têm todas de perder dois ou três quilinhos e estão invariavelmente mais gordas que a interlocutora. Por vezes, dão beliscõezinhos na barriga uma da outra para verem quem afinal é a gorda das duas.
- Têm a certeza de que azeite não engorda. Morreriam a defender essa ideia.
- Foram ontem retocar as madeixas mas a Lu queimou-lhes as raízes todas desta vez. Nunca mais lá voltam.
- Têm sacos da C&A escondidos em sacos da Sacoor.
- Acham que uma empresa de limpeza é muito mais fiável do que uma empregada, mas desde que veio – baixam a voz se me ouviram ao telemóvel – essa quantidade de brasileiras para cá que as empresas também não valem nada. Boas mesmo são as ucranianas, que trabalham bem e barato.
Normalmente esta é a hora em que começo a interagir com o meu interlocutor preferido, o Sr. Gabriel José, que é tão mais cheio de nuances e surpresas no seu discurso. As suas reacções ao meu bubabubabubabuba são muito mais estimulantes intelectualmente.
O Gabriel é o meu Super Mario
Sempre que penso que já domino isto com a pata às costas, ele muda-me de nível.
Este novo nível inclui choros nocturnos por perda da chucha, que foi coisa que nunca o incomodou.
Unhé, levanto-me, tum, tum, tum para o quarto dele, poc chucha na boca, tum tum tum de volta para o meu quarto, ahhh deito-me, unhé. E lá vamos nós outra vez.
Estava tão estoirada que não acordei quando o Hugo saiu. Encontrei este bilhete na cama de grades do bebé:

Ao lado, estava este bebé, obviamente:

O que o Gabriel não sabe é que descobri o truque deste nível: é não lhe dar a chucha depois do biberão da madrugada. Assim o neutralizo e ganho minutos-bónus de óó.
Bring it on!
Este novo nível inclui choros nocturnos por perda da chucha, que foi coisa que nunca o incomodou.
Unhé, levanto-me, tum, tum, tum para o quarto dele, poc chucha na boca, tum tum tum de volta para o meu quarto, ahhh deito-me, unhé. E lá vamos nós outra vez.
Estava tão estoirada que não acordei quando o Hugo saiu. Encontrei este bilhete na cama de grades do bebé:

Ao lado, estava este bebé, obviamente:

O que o Gabriel não sabe é que descobri o truque deste nível: é não lhe dar a chucha depois do biberão da madrugada. Assim o neutralizo e ganho minutos-bónus de óó.
Bring it on!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Cinco meses
De muita baba, muita papa comida, muita papa desperdiçada, muitas caretas de maçã, banana e melão, muito deleite com gelado do Santini, muita suspeita de que estão dentes a despontar, muitos mééés e nééés, muito sorriso aberto, muito beicinho, muito chorinho com lágrima e tudo, muita falta de paciência, muita paciência, muito amor, cada vez mais ajustados estamos um ao outro.
sábado, 18 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
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