domingo, 15 de janeiro de 2012

Bem-vindos de volta!

Via de regra, não acumulo blogs que não são atualizados ali no fundo da lista. Começo a ver que os blogs não andam e penso: bem, morreram. E faz-me peninha ver o link ali a fazer bad feng shui.
Mas é sempre com grande alegria que vejo alguns a voltar!

Ainda para mais quando é de malta fixe e que escreve bem.

Ora, então, welcome back blog do intrépido NAF, da minha querida Anamê e do caro helvético Coutas.
Vejam lá se não deixam a chama apagar outra vez, que vocês fazem falta.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

momentos de desamparo

Quando leio notícias assim pergunto-me quão mais criativos, resilientes e positivos teremos de ser para continuar de pé.

Sabem aquelas simulações de subida de juros que fazem nos créditos? "Isto é a prestação atual, esta é com uma subida de 1% nos juros, esta, de 2..." Estou a compor uma tabela de tópicos para um cenário de crise 1, 2 e 3. Onde cortar, como substituir, para onde fugir no caso de as opções anteriores falharem.

Sou corajosa na maioria das vezes, mas há outras, menos, sim, em que bate a cagunfa. E quando bate a cagunfa, bate forte e feio.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

historinha inconsequente

Há uns anos, no comboio, vinha ao meu lado uma miúda a tagarelar com o namorado ao telefone. Blablablablabla, extremamente entusiasmada. Vai daí que puff! A chamada cai, ficou sem bateria. Ela suspira e pergunta-me se eu tinha 93. Não, não tinha. Ela vira-se para o banco de trás e pergunta se o senhor tem 93. Por acaso, tinha. Então, por favor, empreste-me lá o seu telemóvel para eu pôr o meu cartão, porque estava a meio de uma conversa importantíssima, tenho mesmo de a acabar, não se importa?

O homem, boquiaberto, lá tirou o telemóvel do bolso do blazer e deu-lhe, que, ávida, procedeu à cirurgia de cartões, voltou a telefonar ao namorado e blablablablablabla.

(eu avisei).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Instinto e educação

Desde que me entendo por gente que tenho medo de dormir sozinha. Quando era criança, estava sempre a escapulir-me para o quarto da minha mãe até me instalar lá definitivamente. Papai vivia fora, vinha de quando em quando e, quando vinha, lá era eu despachada para o meu quarto. Passava a noite a cantar aos berros e a rezar ave-marias para espantar os bichos todos. Das sensações boas que melhor me lembro da minha infância é quando eles finalmente cediam e eu podia ir para a minha rede no quarto deles. Lembro-me que os medos iam calando, um a um, impotentes. O corpo relaxava, cedia, e eu adormecia cansadíssima.

(Passou, naturalmente. Mas quando o Hugo, por um motivo ou por outro, chega mais tarde, o meu sono ressente-se).

Hoje, o meu filho adormece na sua cama e, lá para as três da manhã, acorda e vem para o meio da nossa. Recebemo-lo sem resistência. E nós três dormimos, assim, o melhor sono da noite, o sono dos protegidos. Mesmo com encontrões, pontapés, tosse. E acordamos mais ou menos juntos, a família toda.

Não há pediatra ou psicólogo no mundo que me consiga convencer de que o relaxamento que sinto ao dormir a dois ou a três seja errado. É o meu corpo que me diz que está certo. Disse-mo desde sempre.

E o do meu filho diz-lhe o mesmo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Duas despedidas (e um olá)

- O meu filho fala cada vez melhor e, nesta nova capacidade, já se vislumbra as entoações portuguesas. Não diz "moli", como eu, mas "mol". Estala o R em "flor". E muitas outras coisinhas. Nada que não soubesse, é claro, mas enquanto ele não falava, era igual a mim, igualzinho a mim, parte de mim, bicultural, híbrido, nem-cá-nem-lá. Agora, está mais distante. Mais separado. Mais pai.

- Amanhã é o dia internacional de desmontar a árvore de Natal, ou seja, até agora, estávamos com um pé no ano passado. Amanhã é Ano Novo. Assim o sinto eu, pelo menos. Ano Novo, vida nova. Espero que, desta vez, não seja mais uma promessa (e cá estou eu a fazer futurismo mais uma vez).

Também é o dia em que a minha avó Lourdes, ruiva de olhos verdes e voz estridente, maior crocheteira e noveleira da Aldeota, faria... 88 anos. Oi, vó!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Grande Resolução

Fazer em vez de falar.

Falar e não fazer enfraquece-nos mais do que qualquer coisa - a mim, pelo menos.

Doravante, este será um blog que relatará coisas feitas, e não planos.

(As divagações permanecem, é claro).


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COISAS QUE QUERO RELATAR EM 2012:

- ESCREVI O OSCARIZÁVEL E O EMMYZÁVEL
- PERDI 30 KGS
- FIZ IMENSO DESPORTO.
- ORGANIZEI A CASA DEFINITIVAMENTE
- GASTEI MENOS DINHEIRO DO QUE EM 2011.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012 começa amanhã

E não mais esperarei que as soluções para os meus problemas caiam do céu. Vou deixar de contar com a sorte. E, PRINCIPALMENTE, vou deixar de ser tão indulgente comigo mesma.

Estas são as metas vagas. Depois colocarei as concretas.