segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eeep Eeep Hurrah



Um mês de dieta!
Há 11 anos que não aguentava tanto tempo sem facadinhas. Começava por um jantar de anos aqui, um bolo inconsequente dali, umas mentirinhas inocentes nas contas... E uma semana depois lá estava eu à procura do milagre seguinte.

Sinto-me, como se diz lá na terra, PODEROSA. Não pelo que emagreci nem nada disso, mas pelo poder que o autocontrolo dá. É uma pedrada poderosíssima.

(Tá bem, sentir-se mais forte e mais bonita também ajuda).

O maior aliado neste segundo mês em que a coisa começa a abrandar é essa pedrada de poder. Quem é compulsivo em seja o que for sabe como é bom conquistar os nossos inimigos. O segundo aliado é um a quem torci o nariz durante toda a minha vida: o ginásio. Todos os dias da semana, sem desculpite, à hora que der, nem que vá para lá gemendo (e vou).

E assim são as coisas. Disse que ia fazer em vez de dizer, e assim foi.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Acreditar no Monstro das Meias é

No fim do cesto de roupa lavada estão onze pés de meia solitárias. Suspiras, agarras no cesto e despejas tudo no lixo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Inspiração pura (e melhor tradução de sempre)

"...Yet each man kills the thing he loves
By each let this be heard,
Some do it with a bitter look,
Some with a flattering word,
The coward does it with a kiss,
The brave man with a sword!"

"... Nós sempre destruímos aquilo que mais amamos
em campo aberto, ou numa emboscada.
Alguns com avareza do carinho,
outros com a dureza da palavra.
Os covardes destroem com um beijo
e os valentes com a espada."

Em "The Ballad Of Reading Gaol", Wilde traduzido por Machado de Assis - adoro esta estrofe e há-de me inspirar para sempre, serve-me de mote para várias coisas que começo (e não termino).
Lindo, verdadeiro e lindo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Coisas que só faria para salvar a vida a alguém

Andaria nua em via pública por uma avultada quantia.
Acho que dava para se negociar comer detritos por uma avultada quantia.
E sim, assumo, acho que por uma avultada quantia, faria sexo com um desconhecido (desde que protegida).

Mas algo que eu não faria por dinheiro nenhum no mundo, mas mesmo nem o euromilhões, era soprar um balão até rebentar.


Balloon popping é um fetiche.
E faz-me guinchar como uma símia em perigo.

Assim seja

Sinto que o caminho é este, que as coisas aconteceram quando tiveram de acontecer, que o que parece errado na altura se explica depois, que há sempre volta a dar, que as encruzilhadas têm sempre sinais e que a escolha se mostrará sempre certa algures na caminhada e, especialmente, que quando investimos na nossa vida, na nossa pessoa, no nosso melhoramento,quando finalmente o amargor e o cinismo ficam para trás e somos nós o centro do nosso mundo... Os anjos vêem e agem em conformidade.

Quero lá saber se isto parece escrito por um mau Paulo Coelho (sim, um mau) ou lido n'O Segredo, é a mais pura das verdades na minha vida.

Obrigada, anjos que estão a fazer isto tudo acontecer.
Obrigada por terem chegado na hora certa.

(Assim em estilo mete-nojinho, digo ainda que tudo na minha vida chegou na hora certa: um homem que me ama e que me admira, uma profissão que adoro e para a qual tenho uma vocação sacerdotal, um filho lindo e saudável, umas mulheres extraordinárias que, estando do outro lado do mundo, estão mesmo aqui ao lado sempre, umas pessoas mágicas que vão aparecendo no meu caminho (e ficando), e, principalmente, o saber que mereço isto tudo e tudo o resto que está por vir)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Artista

À partida, filmar hoje um filme a preto e branco e ainda por cima mudo, tem tanto de ousado como de sedutor.
O Artista tenta resgatar algumas das emoções dum cinema que deixou de existir transformando-se numa verdadeira homenagem ao passado de Hollywood, ou melhor, Hollywoodland para se ser mais exacto. Resgata assim a ingenuidade, a candura e a arte de contar uma história com recurso a poucas palavras ao mesmo tempo que é capaz de maravilhar os corações mais sensíveis com a sua simplicidade. A cena inicial, em que é filmada uma plateia incapaz de conter as suas emoções é bem esclarecedora sobre as intenções do realizador Michael Hazanavicius para a hora e meia seguinte.
O Artista, mais do que um filme profundo, é uma experiência cinematográfica que deve ser vista e apreciada, até porque, é bem capaz de ficar conhecido no futuro, como o último grande filme mudo da história do cinema.


Se fosse crítico de cinema e me dessem estrelas dava,vá, 4