quarta-feira, 4 de abril de 2012

"Estou bem"


Foi o maior erro da minha vida, o dizer repetidamente que estava bem quando não estava.
O maior de todos.

Não se repetirá nunca mais.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Crónicas do Encolhimento - voltar à carga

Estava muito relaxada com a dieta e ginásio e, deparando-me com umas anotações, vi que no dia 9 de Março tinha 11 quilos.
Dois quilos em um mês, nesta fase do emagrecimento, é muito pouco. Muuuuito pouco, mesmo.

Hora de acordar.

31 de Maio: cinco quilos a menos. Sim, é quase a mesma coisa em número, mas são fases diferentes.

Agora deu-lhes para a queixa fofinha

Primeiro este livro, com um desfiar de queixas fofas, cada uma mais fofa do que a outra.

E agora, a queixa irónico-fofinha:


Pensávamos que com o novo papel dos homens na família, mais próximo dos filhos e da cozinha, eles queimariam as truces em praça pública a exigir as ferramentas e cerveja de volta, mas não, queixam-se de formas meiguinhas, para não acordar a besta feminista que reside em cada uma de nós.
Gosto mesmo deles, dos homens :)

A canção já conhecem, de certeza. O livro é que talvez não, e é um livro TÃO giro. Folheiem-no da próxima vez que forem beber café à Fnac ou forem ter com a Estrela ao trabalho dela.

Angelita

Dizem que era tão linda que José não resistiu e, no fim do curso de odontologia em Fortaleza, levou-a de volta para Maceió. Não sei onde casaram, se em Fortaleza ou em Maceió.

José era um homem rigoroso e não dava grandes liberdades à mulher. Pelo que me chega aos ouvidos, Angelita era um espírito livre. Tocava piano quando José não estava em casa e saltava pela janela para ir ao cinema escondido. José tinha muitos, muitos irmãos, já casados, e as mulheres dos irmãos acolheram Angelita no seu seio de irmãs. Era uma mulher amada por todos. Fazia scrapbooking quando esse nome ainda não existia. É tudo o que sei dela enquanto mulher.

Teve quatro gravidezes difíceis e quatro filhos, dois rapazes e duas raparigas, e morreu neste dia 3 de Abril, há 57 anos, no dia em que completaria 33, um dia depois de dar à luz o seu último rapaz.

Hoje celebro esta vida que não conheci, a da minha avó paterna.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Postzito mete-nojo


O Hugo fez-me um caderno com textos e desenhos de todos os meus mais loucos sonhos tornados realidade. Fica aqui a amostra.

Está DE FILME. A sério. Nem os cartazes do Love Actually batem este caderninho, e acreditem que estou a ser objetiva (a sério!). Está lá tudo: que ele é extremamente criativo, atento, doido por mim, lindo e romântico da maneira que eu mais gosto: nada meloso e super personalizado.

Chorei das três primeiras vezes que abri o caderno, agora só morro de orgulho.
É que não vos passa pela cabeça a loucura que isto está :)

Segundo melhor presente de sempre, só vencido pelo careca que ganhei aos cinco anos (fica para um post futuro).

domingo, 1 de abril de 2012

filosofia de botequim


Quantas canções, causos, historinhas e anedotas, livros inteiros, telediscos, notícias antigas, notas escolares, pessoas que passaram, imagens, cheirinhos bons, vozes, sabores e desgostos cabem na nossa cabeça, prontos a serem acessados?

Qual é a capacidade do nosso disco?

São Pedro do Estoril

Há meses, na curva de São Pedro do Estoril na marginal, houve um acidente que matou uma ou mais raparigas novas. Estão lá as fotos, não consigo distinguir se é só uma rapariga ou mais.

Há meses que há sempre flores frescas no local, faça chuva ou faça sol. Já apanhei um casal de meia idade a ir trocá-las, com cuidado e reverência.

Acho que o vão fazer durante muito tempo.

Li num prefácio escrito pelo Lobo Antunes neuropediatra (Nuno?) que os filhos que morrem vivem o tempo que duram as suas mães.