quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Rede de apoio

Sendo uma pessoa muito dramática, sou de pouquíssimas quedas. Uma em 2007, outra agora. E este grupo maravilhoso, com quem convivo sem conhecer ninguém pessoalmente desde cerca de 2006, esteve lá as duas vezes. E dei-me conta de que nunca tinha falado nestas pessoas, nunca os mencionei neste cantinho. Que falha enorme... Porque eles são muito importantes. Gente bonita, forte, criativa, generosa. Gente do bem.

Gosto mesmo muito, muito de vocês.

Obrigada, malta.

***

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Coisas que não eram resoluções e que, por isso, vou fazendo.

Voltei, naturalmente, a escrever um diário em papel. Como tinha dito há uns tempos, já vinha a fazer algo parecido no computador,  - julgando-me incapaz de entender a minha própria letra -, mas caramba, não é a mesma coisa. No papel, escolhemos tudo, e por tudo, quero mesmo dizer tudo: a caneta, a letra, a língua, a data. Reflito, converso só comigo e falo de várias coisas. Tem sido muito bom para ver que não sou o bicho unidimensional que julgava ser: não sou só um poço de luto mal feito e problemas de imagem corporal. Afinal, há outras coisas que me atormentam e assombram, e foi bom descobrir isso. :)

O que me faz bem não me faz escrever. 
Para quando o próximo, Moretti? Caramba. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Bipolaridade

Oscilo entre o "vamos ser realistas com isto" e o "por favor, digam-me que vai correr bem".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

E começa

Na quarta que vem, vai um deles para o Brasil.
No começo de março, vai outro para sabe lá Deus.

E lá vou eu acostumar-me a ter só dois homens em vez em de quatro outra vez.

Não que os tenha tido alguma vez, só a ilusão da pertença. O meu pai e o meu irmão não são de ninguém, não têm chão, são do vento. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Os adolescentes

Duas da manhã, o prédio dorme. A praceta dorme, o bairro todo dorme. Talvez só a luz do Pingo Doce esteja acesa no outro quarteirão. Se fosse verão, ouvíamos grilos neste post e ficaria muito giro.

Eu, na cama, acabo de ler um livro de amor adolescente, suspiro alto como quando vi o teledisco de Always pela primeira vez. Não durmo, quero saber o que acontece aos protagonistas, foda-se, eles merecem ser felizes para sempre. 

Ele na sala, headsets postos, mata extraterrestres e sei lá mais que tipo de criaturas. Tem picos de adrenalina a cada vez que o tentam assassinar.  

Ninguém nos manda apagar a luz. Ninguém nos diz que amanhã temos teste. Ninguém nos vai acordar no dia seguinte aos berros por estarmos atrasados. 

E eu não sei se isto é bom ou deprimente. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Curtíssima sobre a mais nojenta das tendências publicitárias atuais

Empurrar supermercados como mercearias de bairro.

Vocês não caem nessa, pois não? Tudo bem, vão ao supermercado, é mais cómodo, etc (mais barato? Há muitos fatores a considerar, depois falo sobre isso), mas não acreditam realmente que o Pingo Doce seja o sítio do costume, o Minipreço seja o vizinho e a dona Alice abra o mastodonte do Intermarché às duas da matina, pois não?

Ufa.