domingo, 9 de maio de 2010

Amor de mulher

Tenho um irmão destrambelhado, um filho cheio de sentido de humor, um marido lindo e um pai multitarefas. Enchem-me as medidas, todos.
Mas não tenho mulheres no meu dia-a-dia. Mamãe morreu, não tenho irmãs. E mãe e irmã são diferentes de amigas - que eu, como todos sabem, tenho as melhores.
Mas hoje, num provador de uma loja, tive irmã. E, ao perceber isso, chorei abertamente. E choro ainda.
(Se fosse contar o porquê, nunca mais pararia de escrever, seria um desabafo, e estou a tentar frear os desabafos.)
Mas tive irmã, e soube-me a mãe, e soube-me a choque, e chorei, e choro.
(Um feliz dia da Mãe brasileiro a todas.)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O lixado dos desabafos

O lixado dos desabafos é que dura mais em quem ouve do que em quem faz. Então pomos tudo cá para fora, e o meu namorado não presta, o meu emprego é uma merda, nunca devia ter tido filhos, a minha sogra é um boi, vou-me atirar ali da janela, unhé, unhé, unhé, e... Pronto, ficou tudo cá fora. Ficamos limpinhas. Em compensação, o pobre do coitado do ouvido ficou cheio daquele lixo, e passa a achar-nos a pessoa mais frágil e infeliz e a precisar de intervenção do mundo, e quer ajudar, quer tanto ajudar que às vezes dá vontade de mandar o pobre do ouvido ir pastar (até ao próximo momento de fragilidade, pelo menos.)



(Aos amigos que podem achar que estou a falar para alguém ou sobre alguma coisa em específico: não estou mesmo. Estou é a pensar que às vezes digo qualquer coisa menos alegre aqui no blog e vêm perguntar-me como eu estou horas ou dias depois. Odeio. PASSOU, CAMARADAS, PASSOU.)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Curtíssima sobre o luto (para tirar isto do meu sistema de uma vez por todas)

Quanto mais cedo se entra nele, de peito aberto, sem mentiras piedosas, mais cedo se sai dele.
Etapas queimadas voltam mais tarde com muito mais força, ou vão encontrando brechas no dia-a-dia.
Não há tragédia maior do que perder quem se ama. Alguma espiritualidade maquilha, mas não apaga essa verdade: não há tragédia maior do que perder quem se ama.
E o recomeço está sempre, única e exclusivamente, depois do luto.
E no luto não há passarinhos.

Pais confusos pedem ajuda

O Gabriel tem 14 meses e volta e meia, como todos os putos de infantário, aparece-nos cheio de ranho. Se não fizermos nada, algumas vezes passa sozinho, outras evolui para bronquiolite. A cena é que não sabemos bem o que fazer (o que dar) nesta fase em que é mesmo só ranho e tosse carregada:

Atrovent e ventilan são maravilhosos, mas ele não tem nada nos brônquios.
Brufen é para febre.
Celestone dá-me medo, ele já tomou na vida dele mais vezes do que eu.
Actifed durante o dia dá muito sono.
Aerosol só com soro não lhe faz nada.
Cebola no quarto só serve para o quarto cheirar a refogado.

Queríamos já ter uma certa estaleca e não ter de correr ao pediatra por causa de... ranho. Mas não temos. Alguém por aí tem alguma dica, quer partilhar a experiência? É só de ranho/tosse cheia de ranho que falamos, a tal antecâmara das bronquiolites e outras merdites.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Algo a partilhar com o mundo.

Via Tatas, obviamente. Já tenho duas ideias para esta semana.

http://www.whatthefuckshouldimakefordinner.com/

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Curtíssima sobre a nossa economia doméstica

1. Avaliar a necessidade.
2. Procurar em fóruns de trocas.
3. Procurar em segunda mão.
4. Avaliar outra vez a necessidade, mais profundamente.
5. Comprar.

domingo, 2 de maio de 2010

Curtinha sobre o dia da Mãe

Este fim-de-semana na casa no Fim do Mundo, nós e a malta como há uns anos, com a diferença dos bebés. Tão crescidos que nós estamos, todos. Tontos e crescidos.

A maioria das vezes, como já disse aqui, cansam-me as conversas do cocó, mas há vezes em que paro e acho tão engraçada a passagem dos anos e a chegada da vontade de ter bebés, e é tão bom tê-los ali à perna, a encher o saco e a divertirem-se loucamente.

Uns bebés giros, que a malta anda a ter. Keep them coming. E feliz dia da Mãe, especialmente à minha, que por ser luso-brasileira tem direito a dois, o primeiro e o segundo dia de Maio.