sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Lido ontem enquanto o meu filho adormecia depois de uma crise de tosse, 4am.


"Todas as culturas e religiões condicionam-nos a termos um sentimento negativo em relação a nós mesmos. Ninguém é amado ou apreciado por aquilo que é. Temos de provar o nosso valor: ganhar medalhas de ouro no desporto, atingir o sucesso, dinheiro, poder, prestígio, respeitabilidade. Prove o que vale!
Intrinsecamente, não temos valor nenhum; é isso que nos ensinam. O nosso valor tem de ser comprovado."

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Sobre o não estarmos sozinhos, mais uma e mais uma e mais uma vez.

Em relação ao tinnitus, tenho neste momento cerca de três dias bons para um pior. O último dia mau que tive (antes de hoje) foi na quinta-feira passada e foi um verdadeiro horror, com ataque de pânico pelo meio e muito, muito sofrimento. 

Hoje voltei a ter um dia mau, e já não foi tão mau quanto a quinta passada (uhuuu, ponto para mim), consegui, mesmo com os ventos uivantes nos ouvidos, fazer uma aula de zumba. 

Mas o que queria dizer aqui era outra coisa. Uma coisa comum aos dias maus é a leitura de fóruns sobre tinnitus - só as histórias de sucesso, mas mesmo assim. É fácil enveredar-me pela pesquisa, que é coisa que não ajuda rigorosamente nada porque esta merda não tem cura, ou desaparece ou me habituo e o caminho é a aceitação, e não a luta. 

Ora, se te faz mal, porque vais lá? Boa pergunta. As histórias de sucesso consolam-me e dão-me esperança. Por outro lado, fazem-me concentrar no zumbido, que é coisa indesejável para o tal caminho da aceitação. É uma faca de dois gumes mesmo. 

De três dias para cá, não consigo aceder a sites sobre tinnitus, nem pelo PC nem pelo telemóvel. Fui à página do Facebook dos fóruns que frequento e ninguém reporta nenhuma anomalia.

Estou impedida, pela tecnologia que tenho disponível, de chafurdar sobre os meus ouvidos. 

Não acho que seja uma coincidência. 
Não acho.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Ouvido ontem

Somos todos o peso uns dos outros.

Faz parte da caminhada "não faz mal não teres uma piada na ponta da língua a todo o momento".

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Coisas que gostava de ver mudadas antes dos 40

Lembro-me da altura da vacina da Gripe A, o Gabriel com pouco mais de seis meses, metade dos médicos a dizer que sim e a outra a dizer nem pensar, e eu feito um peru no meio, angustiadíssima e revoltada por não chegarem a um consenso sobre algo tão importante. (Vacinei, BTW).

De uns meses para cá, tenho chegado à conclusão de que a falta de consenso é coisa que me perturba muito. A para B é maravilhoso, e para C é merda. C é um génio para D e merda para E. Se parecer imaturo da minha parte, é porque é: queria que os valores das coisas, opiniões e pessoas fossem absolutos, que não restasse margem para dúvidas. Mas não são. Teremos de ser nós mesmos a medir, como medi na questão da vacina. Teremos de arcar com a responsabilidade do julgamento. Com a subjetividade de quase tudo nesta vida.

E o nosso valor próprio? Também é subjetivo? Vejo-me com lentes muito severas a maior parte do tempo, e tendo a achar que me veem com as mesmas lentes do que eu. É duro.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Atos falhados

O meu pai e o meu marido dizem-me, às vezes, que gosto de sofrer. Odeio quando dizem isso, ainda para mais porque não o fazem em conjunto, vão dizendo de várias formas.

Por causa do tinnitus (já vos disse que ando mal dos ouvidos? :)), não posso sofrer, não posso. Daí odiar que eles digam isso. Porque estou completamente investida em não sofrer desde que os ouvidos começaram a zumbir.

Ando a comer muito melhor, a emagrecer.
Ando a fazer exercícios respiratórios, meditação.
Ando mais paciente e tolerante.
Ando a rir-me mais e a dar mais carinho aos meus.

Hoje escrevi a uma amiga: caramba, que isto de ser feliz é o meu emprego, agora.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Tinnitus

É uma merda, mas algo me diz que veio para me dar um recado sobre o que realmente importa na vida. 

Se esta minha noção é um mecanismo de defesa para não sofrer mais do que o necessário, caramba, é perfeito.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Curtíssima sobre a entrada na vida adulta

Continuo a dizer que a entrada na vida adulta me dói muito aos 40 anos.