segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O que aprendi no último meio ano, mais coisa menos coisa



Tirando os assholes do caminho, tudo voltou a equilibrar-se.
Sinto-me de volta a mim mesma.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sempre grata

Pelas minhas pessoas, as melhores do mundo,
Pelo marido sexy e divertido e um filho cheio de nós dois,
Pelo pai, pelo irmão, pela saúde de todos,
Pelas minhas profissões, que me dão prazer e dinheiro,
Pelos livros,

E pelas voltas que a vida dá, tirando a merda do meu caminho.
Depois do último ano, sobretudo pelas voltas que a vida dá.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Vagueposting

Adoraria saber como vou olhar para este último ano daqui a dois anos.
É que adoraria, mesmo.

Lembro-me pouco, muitíssimo pouco do ano que se seguiu à morte da minha mãe. Provavelmente porque estava ocupada a comer.

Neste ano (que para mim começou em julho do ano passado e não vejo honestamente a hora que acabe, embora não lhe veja fim à vista), foi o contrário, perdi quase 30 quilos e todos os problemas que se escondiam por trás da obesidade viram a luz do dia. Não só os problemas que se escondiam atrás da obesidade. Às vezes penso que todos os problemas do mundo resolveram ver a luz do dia (e imediatamente envergonho-me do pensamento, já que o que verdadeiramente interessa - eles, sempre eles -, estão bem. Não falta nem saúde, nem dinheiro. Devia bastar. Mas não basta.)




terça-feira, 22 de março de 2016

Os 40 que chegam dentro de uma semana, mais coisa menos coisa

Bem se podiam ter passado 10 anos entre o meu último aniversário e este. Tanta coisa aconteceu nos últimos meses, tantas tempestades e tumultos que me apressei a rotular como perdas irrecuperáveis, irremediáveis. Não podia estar mais enganada.

O tempo continua a ser de transição, mas já tenho alguns apontamentos. Chego aos 40

- Com menos certezas do que aos 39, o que acaba por me dar
- Uma noção mais clara do que importa, e muitíssimo pouco importa.
- Uma forte sensação de que tudo é transitório, inclusive as pessoas na nossa vida.
- Que o nosso valor é intrínseco.
- Que não precisamos de nos esforçar, o que é bom e natural emerge.
- De que é mais fácil render-se ao ego do que tentar derrotá-lo, todos nós queremos ser amados e a vida torna-se mais fácil quando aceitamos isso.
- Com uma noção muito clara de que controlamos muito pouco.
- Grata. Chego aos quarenta muito grata por tudo.

E adoraria falar sobre estas coisas com a minha mãe. Creio que ela tenha chegado às mesmas conclusões no ano da doença. Dez anos separam-nos neste momento, já não podíamos ser mãe e filha. Seria tão bom conversar com ela sobre estas coisas todas.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Times, they are a changing

À porta da escola do Gabriel, sai do carro uma mãe de pijama babygrow de tigresse da Primark, abre a porta ao filho, beijinho e adeus. Há um ano, eu acharia aquilo a coisa mais engraçada do mundo, gozaria, mandaria umas mensagens a amigas, etc etc.

Hoje só me ocorreu que a mulher deve ter feito o turno da noite, foi pôr o filho à escola a horas e voltar para a cama antes de pegar no batente outra vez.

Gostei mesmo muito deste pensamento-reflexo. Se faz de mim uma pessoa mais chata, que seja - o bem que daí vem é maior.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Era para escrever sobre Space Oddity, mas antes disso

Ando a perder demasiado tempo a correr atrás das pessoas erradas, ou pelo menos as pessoas erradas para este momento - ou para quem eu seja a pessoa errada, não sei.

 E o tempo que passo a correr atrás das pessoas erradas (ou... ou...), deixo de ver os bons dias e os links "isto é a tua cara" e as carradas de carinhozinhos das pessoas que foram sempre certas, as sedimentadas - as minhas pessoas. Ando negligente com muitas delas, e evidentemente só quem perde com isso sou eu.

Devo ter por aqui um mecanismo de vitimização esquisito que me faz correr atrás de patadas e silêncios. O que me faz pensar noutras pessoas a quem, por um motivo ou por outro, só ofereci o meu silêncio e patadas discretas quando procuravam a minha atenção.

Meio chatos, esses desencontros.
Porque o que importam são as pessoas, sempre e incondicionalmente.