Sofrer é humano, é alto, é ÚTIL, acima de tudo. Saber sofrer exige uma coragem inacreditável, uma capacidade de aceitação gigantesca e a fé de que o buraco não nos vai engolir. Queria e invejo muito as pessoas com capacidade de se entregar à dor pelo tempo que ela exige, porque não há outra forma de a fazer ir embora - a dor tem e merece ser vivida, como todas as nossas emoções, e em nome do bom-resolvidismo que tanto está na moda. Saber sofrer é, acima de tudo, ter força.
Tudo faz parte.
Tudo é património.
Tudo é bom, no fim, tudo somos nós.
terça-feira, 10 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
dramarama patriótico
Detesto o "nação valente e imortal" e detesto o "este país é uma merda, a maior e mais abjeta pilha de merda parida pela Criação". Acho que se devia ultrapassar toda a coisa do serem os fodões do século XVI e os fodidos do XXI, é tudo muito dramático (mas e daí estamos no país dos dramáticos). Menos, por favor.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Melissa, a domingueira
Não tem jeito. O meu irmão bem me ofereceu um pack com três moleskines - e eu AMEI, AMEI - para, em seguida, guardá-los em segurança à espera de algo que seja digno das suas linhas. Entretanto, uso sebentas laranjas, tenho várias sebentas espalhadas pela casa, carro e mala, todas com ideias para o filme que escrevo eternamente, contas, menus semanais e rabiscos do Gabriel.
Tenho mesmo muitas sebentas rabiscadas e três moleskines dentro da embalagem.
O mesmo passa-se com roupa, comida, com tudo, na verdade. Tenho a mentalidade de antigamente em que se comia maçã quando se estava doente (e elas vinham embrulhadas em papel cor-de-rosa individualmente) e bebia-se guaraná em dia de festa. Tenho a minha "roupa de sair" há anos intocada, bem como a maquilhagem "boa", os sapatos "bons". Claro que tudo acaba por virar tralha, porque o domingo especial nunca chega - ou são todos e eu não me apercebo.
Já o Hugo é o contrário: usa roupa nova para pijama e moleskine, para ele, é o caderno do dia-a-dia. Morro MUITO com isso.
Tenho mesmo muitas sebentas rabiscadas e três moleskines dentro da embalagem.
O mesmo passa-se com roupa, comida, com tudo, na verdade. Tenho a mentalidade de antigamente em que se comia maçã quando se estava doente (e elas vinham embrulhadas em papel cor-de-rosa individualmente) e bebia-se guaraná em dia de festa. Tenho a minha "roupa de sair" há anos intocada, bem como a maquilhagem "boa", os sapatos "bons". Claro que tudo acaba por virar tralha, porque o domingo especial nunca chega - ou são todos e eu não me apercebo.
Já o Hugo é o contrário: usa roupa nova para pijama e moleskine, para ele, é o caderno do dia-a-dia. Morro MUITO com isso.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Mais sobre FOMO - Detox Digital
Vi isto no excelente Don't Touch My Moleskine - link ao lado - e adorei, vou acompanhar.
Sinto que estou prestes a iniciar algo semelhante.
Um passo de cada vez - assim, tem corrido bem.
Sinto que estou prestes a iniciar algo semelhante.
Um passo de cada vez - assim, tem corrido bem.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Ouvir
Uma qualidade que eu gostava de ter: a de ouvir calmamente um desabafo sem dar mil e uma sugestões, entrando com as tamancas pela vida da pessoa adentro.
Não consigo.
Quando vêm falar comigo, tenho sempre a tendência a achar que a pessoa precisa de "aconselhamento", o que é idiota. Quase ninguém precisa de aconselhamento, a maioria das pessoas precisa é de ombro e empatia, e não de soluções que são sempre fáceis quando o assunto é a vida dos outros.
Acho que é mais uma coisa que vai para a categoria do não tolerar o presente quando o presente é uma incógnita ou um problema ou um incómodo, coisas que requerem ação erradicadora (???) imediata.
Nesta altura do campeonato, começo a achar que um bom ouvinte é um ouvinte calmo.
Conheço pouquíssimos bons ouvintes.
Não consigo.
Quando vêm falar comigo, tenho sempre a tendência a achar que a pessoa precisa de "aconselhamento", o que é idiota. Quase ninguém precisa de aconselhamento, a maioria das pessoas precisa é de ombro e empatia, e não de soluções que são sempre fáceis quando o assunto é a vida dos outros.
Acho que é mais uma coisa que vai para a categoria do não tolerar o presente quando o presente é uma incógnita ou um problema ou um incómodo, coisas que requerem ação erradicadora (???) imediata.
Nesta altura do campeonato, começo a achar que um bom ouvinte é um ouvinte calmo.
Conheço pouquíssimos bons ouvintes.
domingo, 1 de julho de 2012
Crónicas do Encolhimento - o Prémio
Há coisa de um ou dois anos escrevi um post sobre como era estar para mim num provador. Quando precisava de roupa, começava a stressar-me dois dias antes.Tenho estratégias inimagináveis para não olhar para o espelho das cabines.
Mas caneco, não dava para adiar, ando literalmente com sacos de batatas atados à cintura, e lá fomos nós às compras. Disse ao Hugo para se afastar e tal, que aquilo costumava ser horroroso para mim, não queria palpites, só queria que fosse rápido e indolor. Escolhi umas calças ao calhas num outlet, sem olhar para os tamanhos e lá fui eu para o provador.
Vesti as primeiras de costas para o espelho, como sempre e... CARAMBA. UAAAU.
Naaaa.
Não sou eu.
Pego no telemóvel e toca a ligar para o Hugo. Vem para o provador imediatamente.
Lá chega ele e eu olho-o incrédula do corredor.
"Ficam-te bem", diz o Hugo.
Eu diminui quatro números de roupa. As calças não só serviam, como ficavam BEM. Não experimentei mais nenhuma, aquelas eram as minhas calças com numeração já fora do plus size, e fiz a dança das calças, baby, dança das calças perfeitas.
(Ainda falta um cadinho assim, um quilo, para ficarem mesmo perfeitas, mas que se lixe).
Estou a fazer a dança das calças perfeitas até agora.
Pensei: tudo naquela seção custa para cima de 70 eur, com 50% fica a 35, que se efe, já fiz a dança das calças perfeitas e elas são minhas.
Custaram 12 euros :)
Mas caneco, não dava para adiar, ando literalmente com sacos de batatas atados à cintura, e lá fomos nós às compras. Disse ao Hugo para se afastar e tal, que aquilo costumava ser horroroso para mim, não queria palpites, só queria que fosse rápido e indolor. Escolhi umas calças ao calhas num outlet, sem olhar para os tamanhos e lá fui eu para o provador.
Vesti as primeiras de costas para o espelho, como sempre e... CARAMBA. UAAAU.
Naaaa.
Não sou eu.
Pego no telemóvel e toca a ligar para o Hugo. Vem para o provador imediatamente.
Lá chega ele e eu olho-o incrédula do corredor.
"Ficam-te bem", diz o Hugo.
Eu diminui quatro números de roupa. As calças não só serviam, como ficavam BEM. Não experimentei mais nenhuma, aquelas eram as minhas calças com numeração já fora do plus size, e fiz a dança das calças, baby, dança das calças perfeitas.
(Ainda falta um cadinho assim, um quilo, para ficarem mesmo perfeitas, mas que se lixe).
Estou a fazer a dança das calças perfeitas até agora.
Pensei: tudo naquela seção custa para cima de 70 eur, com 50% fica a 35, que se efe, já fiz a dança das calças perfeitas e elas são minhas.
Custaram 12 euros :)
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