domingo, 15 de julho de 2012

O Hugo foi ver os Radiohead e eu estou

A) Numa explosão de energia criativa a pôr o filme cá para fora e está a sair ainda mais oscarizável do que o que se previa, que era bastante;

B) A adiantar trabalho louca e diligentemente, com uma qualidade ímpar visto estar sozinha e sem interrupções em casa, poupando, assim, algumas horas durante a semana para me dedicar à escrita do filme;

C) No Facebook.

sábado, 14 de julho de 2012

Crónicas da Mono, Doença de Galdérias - Tomo IV

Do equilíbrio do Universo: a cada drama-queen deste mundo, o seu drama-free king.

A garganta melhorou consideravelmente, mas ainda me encosto pelos cantos de cansaço.

E o apetite desapareceu, tornando a Mono, ou Monô, como me habituei a chamar-lhe - a melhor diet buddy do mundo, totalmente sem julgamentos nem cobranças nem enchimentos de saco. Eu engulo, ela faz doer. Tão simples quanto isso.

E nada de exantemas, mas continuo a aguardar. 


Crónicas da Mono, Doença de Galdérias - Tomo III

Nada de exantema. Nenhuminho. Nada. Zero. Nicles.
Que belo 100% de ocorrências. Uma pessoa aqui à espera de explodir em padrão encarnado, nervosa e expectante. Será que ocorrerá em público? Será que ocorrerá durante a noite e dou por ela de manhã, à Kafka?
Que belo 100% de ocorrências.
O médico que li na net deve ter tirado uma licenciatura à Relvas.

(Pronto, como o resto do mundo blogueiro, já fiz a minha minipiada alusiva)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Habitar o presente

É aceitar o descanso e não ficar a pensar continuamente o tempo que se está a desperdiçar (JÁ IA A MEIO DO FILME!), porque não é desperdício de tempo, é investimento na recuperação e de qualquer forma é inevitável, mesmo - o sono é avassalador.

É não dar luta ao sono à noite por causa das dores - dorme-se como der, aliviam-se as dores como der. Já tive um recém-nascido e o esquema a seguir é igual, mas sem nada da fofura. Não interessa, é o meu presente e há que habitar o presente.

É saber que daqui a uns dias estarei com energia para ter cá o Gabriel outra vez em vez de estar sempre na creche, misturado ao filme e às traduções. Será o presente daqui a uns dias, e uma rapariga pode ter fé.


Crónicas da Mono, Doença de Galdérias - Tomo II

Dois 100% da mononucleose que (ainda) não cumpri: febre e exantemas por causa de uso indevido de amoxilina.

Febre é coisa que a minha família não tem. Papai, no auge duma malária há uns meses, chegou a uns míseros 38 e quase delira. Eu, volta e meia, diz-me o Hugo, apareço toda suada, como se vencesse a febre antes de ela se manifestar.
Somos uns bichos ruins, portanto.

Já sobre o exantema, aguardo-o com ansiedade. Eu TRIPO com coisas de pele. Não posso ver uma borbulhita no braço que fico completamente obcecada. Ontem, às quatro da manhã, entrei numas de que já tinha o corpo todo cheio de manchas roxas enormes e corri para a casa de banho, ver-me ao espelho. Mas não era nada, era apenas privação de sono.

E assim vamos, eu e a minha saliva tóxica.

Crónicas da Mono, Doença de Galdérias - Tomo I

Depois de cerca de dez dias com dores de garganta e nem sinal de o antibiótico fazer efeito, fiz exames e diagnosticaram-me mononucleose. Pela descrição do modo de contágio, só posso ter apanhado do meu filho, o que me alivia muito, pois a ele já não volto a passar.

Para já, explica que me sinta mal há coisa de um mês e já ter considerado fazer um TAC a tudo à procura do que havia de errado. Isto, de certa forma, é outro alívio.

A parte do demónio: não dormir com medo das dores de garganta. Explico: quando a garganta seca, dói mesmo muito mais. Estou nisto há muitos dias e, embora tenha incrementado a medicação hoje, estou com pouca fé. Não durmo.

Li também que a amoxilina, que é o que eu andava a tomar, causa exantema em 90-100% dos casos de mononucleose, ou seja, além de ter a garganta num ponto que me deixa em estado de alerta, estou à espera de rebentar em manchas a qualquer momento.

E assim estou eu, no dia 1 do diagnóstico monal.

Se já me achavam introspetiva e existencialista antes, é porque ainda não me viram doente. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Crónicas do Encolhimento - os dezassete

CHEGUEI! CHEGUEEEEI!!!
Bendita amigdalite fulminante!
Daqui não saio (para cima), daqui ninguém me tira!
Daqui não saio (para cima), daqui ninguém me tira!