terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Bliss, ou a alegria em mim

Uma vez perguntaram-me o que é que me punha num estado de bliss, de total felicidade tranquila onde não há necessidade de mais nada, o momento absoluto. E eu quis dizer o cheiro do pescoço do Gabriel, ou o olhar cúmplice do meu marido. E não disse. Devia ter dito só para não me sentir mal por isso. Na altura, fiquei tristíssima, porque ao me perguntarem sobre bliss, revelaram-me que eu não experimentava isso quase nunca. E não era bem assim: eu não experimentava bliss nas coisas que queria experimentar, como o que disse ali em cima.

Mas o que sinto quando chega um novo projeto de trabalho, normalmente recomendado por gente que já me conhece e que confia em mim... é sempre um estado de euforia calma (faz sentido?), de valor absoluto em mim, e não em relação ao outro, mesmo que o outro seja quem mais amo. Tenho uma alegria enorme naquilo que sai da minha cabeça e no reconhecimento dos outros ao meu trabalho (ao resto de mim, nem por isso). É o meu momento de bliss.

Fazer o quê.

4 comentários:

dona da mota disse...

Precisava tanto de um pouco de bliss na minha vida, desse quase egoísta mas um bocadinho nosso e que sabe bem.
Este texto pequeno está cheio de sabedoria, ó pá!

Naná disse...

Cada tem a sua bliss e blisses não se discutem ;)

gralha disse...

Eu fico em bliss quando pessoas de quem gosto se sentem realizadas a fazer o que gostam :)

Melissinha disse...

Fofinha!