segunda-feira, 16 de maio de 2011

Difícil não notar que,

com o tempo, vou precisando cada vez mais da presença do meu pai. Cada vez que ele se vai embora me custa um pouco mais do que a anterior, e mais dias até retomar a vida normal.

Aos 20 anos não precisava dele para nada. Mesmo! E agora, a bom passo para os quarenta, vejo-me menina do papá. Não devia ser diferente? Não devia ser, tipo, O CONTRÁRIO? Sou mãe e esposa antes de ser filha, agora. No entanto, estou sempre a telefonar para o meu pai para irmos almoçar ou isto ou aquilo.

Sou uma pessoa de pessoas, gosto de estar cercada de gente e valorizo muito os meus amigos, tudo gente boa, generosa e disponível. Mas família, para mim, é âncora. Sinto-me meio à deriva sem eles. Ou por outra, quando estou com eles todos - quantos mais melhor: às vezes vêm as primas de Barcelona e tias do Brasil - sinto-me em terra. Acho que tudo faz mais sentido.

Queria muito tê-lo cá a viver. Dava o mindinho.
Mas as coisas são como são.

2 comentários:

gralha disse...

Posso copiar o post todo? (bom, eu não tenho tias no Brasil nem em Barcelona)

Melissinha disse...

:)