terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Relaxar

E no dia de Natal parto para o Alentejo com os meus, para passar quatro dias nas lezírias, a contemplar o nada, em meditação, a recarregar a alma, perder a noção do tempo.

Quem é que estou a enganar? Como já disse antes, eu não relaxo no vazio; em repouso, a minha cabeça aborrece-se, e não descansa. O meu repouso é a beleza, é o movimento, é a ideia nova, é o novo ângulo, aquele pormenor que nunca tinha visto nem considerado. O meu descanso é justamente o estímulo, o meu silêncio é o barulho selecionado. Ontem a minha ave preferida falava em coisas que a descentram e que exigem empenho, e senti que não tinha isso. Hoje acordei a sentir o contrário - eu tenho sim, o meu zen - só é um pouco diferente do zen como ele é habitualmente percebido.

E vou sim, para o Alentejo, só não para o meio do mato. Vou para onde haja muitos cemitérios, igrejas e túmulos para escarafunchar.

3 comentários:

gralha disse...

Pois claro, evidentemente. Também prefiro relaxar em movimento. Só que às vezes temos de fazer aquela coisa do caçar com gato se não há cão. Então e a auto-prenda, sempre ficou Liverpool?

Melissinha disse...

Acho que sim, querida Gralha, mas vou esperar pelo fim do projeto (por volta de abril), porque levar trabalho atrás não tem lá grande piada.

Want Lisbon House disse...

Procura uma "calculadora" de humana design. Ou és geradora ou geradora manifestante, repousam em acção.