terça-feira, 30 de novembro de 2010

Recuperação de rubrica antiga: É a literatura, camarada parte ???

Hemingway é o meu escritor preferido, o que não deixa de ser cliché para uma mulher Carneiro.

Não, não é o meu contista preferido, é mesmo o meu escritor preferido. Não me vou pôr com disparates e fazer aqui um elogio, sairia sempre uma coisinha medíocre, além de não dizer nada de novo - o indefectível Harold Bloom explica timtim por timtim o que eu sinto em How to Read and Why, (há em português em qualquer biblioteca e vale muito a pena). Digo só, rapidamente, que adoro a economia, adoro as frases curtas, a absoluta limpeza do texto, a dignidade e sensibilidade masculinas, o sexo, a bebida. Falei da economia? Um génio, para mim, diz mais com menos. Tira tudo que não é David da pedra. E deixa-me completar o que não está dito.

É por isso que Os Assassinos tem, para mim, a escrita perfeita.

(Ou será o crístico caso de Francis Macomber? Ou o velhote solitário que procura um café bem iluminado que ofereça uma pausa da escuridão? Ou o regresso do jovem que nunca será como antes, ou será o menino que quer ser toureiro e aquilo tudo acabou muito mal. Sinto uma empatia enorme por todos os homens de Hemingway).

4 comentários:

gralha disse...

Vais ter de explicar essa do Hemingway e das mulheres Carneiro. É que eu não sou grande apreciadora, torço mais pela trupe do Faulkner. Mas continua a rubrica, por favor, estou a gostar.

Melissinha disse...

Somos de marte!

Há mais posts desta rubrica, todos de autores americanos. Claro, como não uso etiquetas, é um jogo do gato e rato...

Melissinha disse...

Tá aqui o primeiro: http://demeldemelao.blogspot.com/2009/12/e-literatura-camarada-parte-i.html

Os outros estão logo a seguir!

gralha disse...

Tenha eu tempo em breve para aproveitar estas sugestões! :)