quarta-feira, 2 de julho de 2014

Que os anos passem mas não me levem isto

A emoção inexplicável e inexplicavelmente maternal que sinto quando vejo os atores em personagem pela primeira vez nos eventos de apresentação dos projetos. De estar ali a olhá-los como se os conhecesse profundamente (e conheço!) e eles não fazerem a menor ideia. Olhar para as criaturas com amor de criadora, porque sim, é amor. Eles não fazem ideia de quem eu ou qualquer uma das minhas colegas são, e não saberão, mas nós os sabemos de cor. Sabemos todos os seus segredos. Sabemos tudo que eles ainda não sabem.

"Ei, tu não fazes ideia, mas saíste da minha cabeça", pensei eu a olhar para a rapariguinha.

É muito bom, a sério.
É como conhecer um filho. Um tipo de filho.

Não quero nunca criar calo no sítio onde sinto isto.




4 comentários:

Ana C. disse...

Esta é a parte em que podemos dizer que não é trabalho aquilo que fazemos :)

Melissinha disse...

É gin e preguinhos.

manue disse...

deve ser de facto incrivelmente bom.

dona da mota disse...

Porque sabes/sabem. Imaginem uma pessoa a ver e a pensar: hum... qual terá escrito isto? Quem terá inventado isto?.... Ahahahaahah
É divertido!