terça-feira, 18 de setembro de 2012

Uma curtíssima verdade sobre mim e o meu irmão

Nós estragamos livros. Temos esmeril (???), como dizia a nossa mãe.

O padrinho de casamento Pedro disse-me, há uns valentes anos, que quando acabo de ler um livro, parece que ele foi lido por 15 pessoas. Conseguiu enfiar-me a peta de que um livro meu (os Pilares da Terra, julgo), foi-lhe confiscado pela alfândega no aeroporto por conter demasiada matéria orgânica.

O meu irmão é bastante pior. Tenho a certeza que amarrou a minha bíblia a uma quadriga e a arrastou por toda Roma antes de ma entregar de volta, indigna, humilhada, em farrapos. Levou-me dois livros para as suas extensas férias, dois livros que eu ainda não tinha lido, mas já os chorei.

Lembrei-me disto porque a Casaca ofereceu-me um livro emprestado.

A sério, não me emprestem livros. Não sou de confiança. E o meu irmão tira-os da minha estante sem me dizer nada.

9 comentários:

ouvirdizer disse...

Tu cala-te que eu tenho um para devolver que é preciso muito descaramento para ainda o ter. Mas um dia destes chega lá! Vera Dixit! (como é que se faz um smile envergonhado com as chavetas e assim?...)

Melissinha disse...

Ah, também tenho essa do não devolver, ou devolver depois de um ano. A Pekala que o diga.

ouvirdizer disse...

Um ano? (glup) Quando uma certa menina vier aqui insultar-me vais ver quantos anos. Mas vou compensá-la!

Pekala disse...

pois.e depois sai a correr do cinema para vir buscar o livro dela que eu tinha há menos de um mês!
humpf

Naná disse...

És uma estraga-albardas como dizia a minha mãe.
Os meus parece que nem lidos foram, de tão engomadinhos e estimados que estão... Até os manuais escolares estão assim...

Melissinha disse...

Temos esmeril desde sempre. Lembro-me da professora da pré (no Brasil: alfabetização) mandar recado atrás de recado à minha mãe.

Melissinha disse...

dona Pekala, não seja ingrata :P

Pekala disse...

(xiu,deixa-me manter o tom)

gralha disse...

Mas tens algum livro meu?...
Livro é para usar, não é monumento.