Nunca fui muito à bola com o Natal essencialmente porque me deprime a forma como as empresas se aproveitam desta data e conseguem transformar tudo numa fantochada de marketing. Como os hipermercados que, por um lado, com a Popota e a Leopoldina brandam aos céus a necessidade de ajudar os mais desfavorecidos, mas que, ao mesmo tempo, fazem pressão política para que os seus amados funcionários fiquem 12 horas seguidas a trabalhar, transformando a sua vida numa escravatura. Mas exemplos deste “espírito natalício” estão marcados por todo o lado. Pais natais patrocinados por bebidas, árvores gigantes carimbadas com logótipos de marcas de telecomunicações e luzes de cidade luzindo como brindes de instituições financeiras.
Mas a visão do mundo, lá está, altera-se consoante a vida. Agora sou um fiel detentor duma adorável cria e este vai ser o seu primeiro Natal. Claro que o pinheiro lá de casa cresceu uns andares. Por mim ficava o mesmo, um raquítico de três palmos que custou 4,95 euros no LIDL há três anos. Mas não, a mãe de sua alteza, a cria, pensa que o dinheiro cai do céu, pega no carro e no AKI investe 39,90 num pinheiro em condições.
- É o primeiro Natal dele, coitadinho, tem de ter um pinheiro digno do nome. Tão fofinho!
Mas apesar do preço, confesso que é jeitoso e depois de postas as fitas, a estrela e as luzes a casa ficou logo com outro ar. A cria, por seu lado, aprecia o manancial de material e não são raras as vezes em que o apanhamos a rastejar como um soldado ferido até à árvore e abocanhar com os seus quatro dentes as luzes azuis e vermelhas.
- Tás a ver como ele liga ao pinheiro! Tão fofinho!
O que é chato nisto tudo é que a mãe da cria não se contém, deixo-a sozinha a fazer compras e aparecem-me logo 23 embrulhos depositados aos pés da árvore AKI. Sacos da Chicco, da Zara Kids, Continente, Jumbo, Imaginarium, Toys R’ Us e até havia um da Foto Sport.
- Pronto, para ti e para o Gabriel já está. Tão fofinho!
O único problema disto tudo é que o Gabriel ficou com vinte e dois e eu com apenas um. Apesar de não o demonstrar, porque um homem quando é homem é capaz de fingir as emoções, confesso que fiquei algo sentido com a injustiça. Quer dizer, não é que o puto não mereça o seu quinhão, mas eu devia ter direito a um igual. Afinal quem a atura sou eu e quem aspira o ranho do nariz ao filho sou eu!
- Olha lá ele a olhar para as prendas, parece que adivinha que são para ele, tão fofinho!
17 comentários:
ó pá :P
eheheh
E eu a pensar que o vosso pinheiro era um cacto.
:)
Espero que essa que ele está a abocanhar não seja a da Alice :)
Agora já não és o Hugo, és o PAI DO GABRIEL. Mentaliza-te sim?
É assim mesmo Melissa! Olha para ele tão fofinho no meio do Natal! ;D
(quando parar de rir eu comento juro!)
O da Alice já tinha sido vitimado.
olha hugo, debaixo do meu pinheiro não há uma única para mim, NEM UMA :'(
É uma forreta, pá.
Ahahaha! A injustiça de se ser adulto!
E agora eu pergunto, senhor Hugo, pai do Gabriel, tão fofinho, por que razão escreves tão pouco?!!
Vaius dizer-me que com trabalho, bebé para dar danhinho e sei lá mais o quê, não tens tempo, não?!
;)
Banhinho!! Eu juro que queria escrever banhinho!!
Tão fofinha!
danhinho!
E eu já li este post duas vezes, só para imaginar a mãe a dizer: tão fofinho! adorei! ehehe
Ó pá, eu fiz a ressalva!!
(E já agora aqui fica outra: Vaius?!! Não! Vais!!)
;)
Ana. tu hoje não estás bem, deve ser do chá preto :)
Do comércio justo, que eu não sou a unicef.
Tão fofinho!!!!
Será que os embrulhos chegam ao Natal?....
fica lindo, ali no meio do Natal :)
Hoje,quando fui ver o pinheiro, estava lá mais uma para mim. Já tenho duas!!
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