terça-feira, 11 de maio de 2010

Curtinha sobre uma boa decisão

Estou com pouco trabalho e, consequentemente, com pouco dinheiro. Por isso, tomámos a decisão de, a partir de junho, o Gabriel passar a frequentar a creche a tempo parcial. Vou deixá-lo às oito e ir buscá-lo ao meio-dia. Dorme a sesta cá em casa e depois somos só nós dois e Deus.

Confesso que estou com um friozinho na barriga. A minha experiência de mãe profissional não foi feliz - os cerca de quatro meses que passei com ele em casa, sozinhos, foram um bocado desastrosos e deprimentes. A maternidade full-time revelou-se um emprego chato e pouco compensador. Detestei.
Mas agora, e até Setembro, quero que a história seja outra. Não quero deixar-me contagiar pelo desânimo e desespero de encontrar trabalho depressa - tudo na minha vida sempre se resolveu pela 3a via, aquela opção C que eu não tinha em mente. Vou tentar estar relaxada e curtir o meu bebé. Vou tentar concentrar-me nele, coisa que não fiz antes. Quero conhecê-lo melhor. Quero curtir mais toda a cena de ser mãe.
Quero divertir-me e quero que ele se divirta.
Mas confesso que sim, tenho medo que seja uma merda outra vez. O meu coração e a minha auto-estima de mãe não aguentariam o baque.

Update: ahamm... Aquela opção C, que eu não tinha em mente? Afinal o puto fica mais um mês a full-time. :)
Obrigada, anjo da guarda!

21 comentários:

Ana C. disse...

Vais ter o meu emprego? É lixado sim senhora, mas não é tudo lixado, tem muitas, muitas coisas boas.
Vê o lado positivo: É melhor do que aturar um patrão frustrado.
O Gabriel agora está com outra idade e os desafios diários serão diferentes.

Melissinha disse...

Será o teu emprego em part-time, porque pretendo continuar a trabalhar de manhã - remuneradamente ou não. :)

sofia disse...

Olha eu também tenho esse emprego e posso-te assegurar que vai ser muito diferente desses outros meses
É como a Ana C disse, o Gabriel está com outra idade e, com isso, outras vontades, outras brincadeiras e nalguns momento... outras birras!!!
Vais ver que vai ser muito bom
Então quando ele à maneirinha dele te mostrar isso mesmo... :)

Ana. disse...

Acreditas que nem sequer li o texto inteiro? Só li até Detestei... não li o resto... Espero que não te arrependas, Mel, a sério...

gralha disse...

Deus me perdoe mas estou bem desejosa de deixar o emprego de mãe a tempo inteiro e fazer outra coisa qualquer. É que a qualidade do meu desempenho como mãe também melhora com isso, e muito! Boa sorte com a nova fase :)

Melissinha disse...

Ó gralha, sim. Então somos feitas do mesmo material. Sou mais feliz multitasking.
Anamê: xiu :P

Maria João disse...

O Gabriel afora está mais crescido, é muito diferente de quando era um "bebezinho". Eu estou praticamente sempre em casa com o furacão Mia e sim, é stressante, muito, mas muito mais cansativo do que um emprego chamado normal, mas compensa, a meu ver. Compensa muito e vais ver que me vais dar razão porque a idade é diferente, as brincadeiras começam a existir e tudo e tudo:) Lol. Vais gostar, é o que acho!!

Maria João disse...

Mas acrescentando que ter outro emprego sem ser o de mãe, é fundamental para a nossa sanidade mental. Eu trabalho 2 dias por semana, das 7h30 às 21h e nesses dias considero que são as minhas folgas:)

Miguel disse...

Nós tivemos o Gabriel algum tempo em part-time numa creche e, digo-te, não foi boa experiência...

Precis Almana disse...

Não tenho dito nada, mas ando a ler-te. Mas porque é que tu e a Ana C. não se metem a escrever para as Produções Fictícias? Ou não criam uma produtora vocês, virada para mulheres? Uma versão engraçada do Sexo e a Cidade? Não sei, mas... Acho que têm tanto jeito, pá. Posso estar a dar tiros ao lado, mas se não será que bem pensadinho pode sair alguma coisa? Se puder ajudar, emaila

Melissinha disse...

Ó Precis, Precis... :D

Melissinha disse...

Miguel, porque não foi boa experiência? Partilha, please. Pode ser útil.

Família Cardoso Antunes disse...

Comento, não comento, eis a questão! Comento! Pois é Melissa, por vezes temos de tomar decisões que não sabemos no que irão dar. Eu tomei a minha e posso dizer que de longe pensei que fosse tão difícil. Ser mãe a tempo é muiiiiiiiiiiito difícil (para mim é).Sonho todos os dias com o meu regresso a Portugal e ao meu trabalho, que tenho há minha espera. Já tive muitos momentos 'down', em que quero gritar : chega, vou voltar! Mas depois olho para a cara do Afonso e do pai e penso, como serei eu capaz de os privar da companhia um do outro? Assim aqui me mantenho. Fico possessa quando me dizem: "és uma sortuda, estás com ele, blá, blá...". Sortuda? Bem, nem digo o resto, afinal este é o teu blog não o meu, se calhar tenho que ganhar coragem e escrever no meu a realidade sobre a "Sortuda". Nem tudo é lixado, como diz e bem a Ana C. Há que saber dar a volta e tu tens uma vantagem, será a meio tempo, o que no meu ver é muito bom (quem me dera) o que permitirá manter a tua sanidade mental.Tira proveito para brincares muito com ele e passeares. Se precisares de algum truque para não o atirar contra uma parede ou te jogares pela varanda, diz, pode ser que os meus resultem ;) (desculpa o desabafo)

manue disse...

só posso então esperar os teus posts de dona de casa deseperada em part time :)
de momento estou num trabalho do qual não gosto e estou sempre a pensar que gostaria era de ficar em casa e não ter de trabalhar....mas enfim...
já agora, isso na creche do gabriel é uma opção? ou seja, pagas menos por estar em part time? cá não há disso..

Supertatas disse...

repara, qd começa o bom tempo o meu tb nunca vai à escola à tarde, podemos ir à praia com os garotões : )

Sofia disse...

Tudo o que posso fazer é dizer-te que, quando vim trabalhar ao fim de 5 meses com ele em casa, foi um alivio para mim. Sim, foi horrivel estar com ele em casa. Chorava ele e chorava eu.
Mas, se fosse agora que tivesse de estar 5 meses em casa com ele, ia adorar. Se calhar por enquanto ainda não dá para o fazeres com o teu gabriel, mas mais uns meses e podes levá-lo à biblioteca municipal, podes informar-te de actividades gratuitas que tenham por lá...Podes fazer desenhos, andar de triciclo, ir ao parque...tantas e tantas brincadeiras!
Não te feches é em casa com ele!
Bjinhos

Melissinha disse...

Bem, a cena part-time passou para Julho, portanto em Julho começam a ter os posts de cabelo em pé - ou não, posso estar na praia com a Tatas :)

Manue, no infantário do Gabriel o part-time é exactamente a 50%.

Bia Azevedo disse...

interessante ... acho que o conselho de procurar nao se trancar em casa e se afundar nas 4 paredes é muito valido. eu estou sofrendo muito tambem pois ha quase 1 ano (depois de ter voltado a trabalhar após ele ter 5 meses e meio de vida) fiquei desempregada. Decidi entao ter um blog, aprender artesanato, trabalhar com decoraçao infantil, quanto sofrimento se reiventar profissionalmente e estar agarrada a rotina de casa, trabalhando em casa. dificil mesmo. eu acho que ter um escritorio e separar os horarios é vital! se vc quiser conhecer meu blog e um pouco destas minhas descobertas com festas infantis e afins é só clicar no link. um abraço. Beatriz

Bailarina disse...

eu sinto que quanto mais trabalho melhor mãe sou! descobri isso há pouco tempo, pode parecer estupido, ridiculo, absurdo e mais e mais! mas é o que sinto! o tempo que estou com ele é FABULOSO!

want a miracle disse...

e nós, se te der jeito encontramo-nos por aí e os putos fazem coisas juntos. Assim celebramos em conjunto o facto de termos a benção de ter estas coisinhas pequeninas nas nossas vidas em vez de ficarmos cada uma no seu cubículo a desatinar com parvoíces.

want a miracle disse...

meninas, a mina experiência é tão diferente da vossa.mas vocês são mães a tempo inteiro sozinhas? sem outros adultos por perto para preencher os vossos dias? é que comigo acontece o contrário, é um desespero nos dias em que tenho que ir trabalhar. que a vida a me traga muitos mais dias inteiros com os meus filhos e muitas mais pessoas (adultos e crianças) com quem os celebrar. Mais uma vez, porra para quem inventou esta parvoíce de as mulheres ficarem em casa sozinhas com as crianças. Tribo, comunidade, partilha é o que nos faz falta.