segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A alienígena

Vocês também têm dias que, mesmo sendo iguais ou muito parecidos aos outros, são incrivelmente difíceis?
Tenho muitos dias assim. Dias em que a manhã não passa, o miúdo não é despachável e está resmungão, o ir para o carro com puto, mochila do computador, mala e lancheira é um sacrifício intransponível, e olho-me ao espelho e vejo que, caramba, podia ter-me arranjado um pouco mais, e que fome, meu Deus, porque diabo não me posso consolar com um palmier como as outras pessoas? Porque é que TUDO na minha vida tem de ser calculado, nada é natural e fluido? Porque é que não faço naturalmente a cama e naturalmente escolho uma roupa gira e naturalmente como maçãs?

Há dias em que tenho de pensar em tudo, tudo mesmo, porque tudo me escapa: o arranjar-me, o comer bem, o despachar o trabalho, o tratar da vida. É como se viesse de outro planeta e precisasse de um manual de instruções para este mundo, um mundo que é uma fila interminável de tarefas, obrigações.

Estes dias são mais frequentes do que eu gostaria. Muito mais.

9 comentários:

manue disse...

you are not alone. Eu aponto as coisas mais parvas na agenda que até tenho vergonha de dizer. E ainda tenho mais vergonha de dizer que é raro fazer essas coisas.

Naná disse...

Oh se tenho... nesses dias preferia mil vezes enfiar-me num quarto escuro e que o mundo me esquecesse...

gralha disse...

Às vezes, poucas vezes, os astros parecem alinhar-se e tudo sai perfeito e com facilidade. Esses dias é que são a preciosa excepção.

Melissinha disse...

Obrigada, moças.

c disse...

Oh sim! Quantas vezes penso que devo ter algum gene trocado por me parecer tudo tão difícil, para me sentir culpada logo a seguir, ao pensar nas pessoas que têm que estar às 6 da manhã a apanhar o autocarro, à chuva ou ao sol, com crianças a tiracolo? ... No verão tudo será mais simples!

Maria João disse...

Esses são os dias normais. Os outros, são excepção e por isso é que são diferentes:)

triss disse...

Embora não te sirva de consolo, eu sinto o mesmo.

E por vezes ainda tenho de levar o urso e o gato atrás (peluches...)
:-/

Tanita disse...

Ah tantas vezes. Pena não ser mesmo um mero espectador de um outro mundo e ter de acordar para este, sempre à força e a pensar que o que tem de ser tem muita força!

Melissinha disse...

Vocês são excelentes a fazer com que esta gaja torta se sinta menos torta :)