terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Curtíssima sobre mães

Há aquelas que sabem que criam os filhos para um mundo cão e querem que eles se tornem independentes cedo, que saibam defender-se sozinhos para que cresçam.

Há aquelas que sabem que criam filhos para um mundo cão e metem-nos debaixo da asa, e fazem tudo que esteja ao seu alcance para os proteger, e defendem-nos para que cresçam.

Como tudo nesta vida - e aí vem a frase que eu mais odeio do mundo - é tudo uma questão de equilíbrio, mas não vejo muito equilíbrio por aí. A maioria das mães que conheço puxa bem para um dos lados.

E estão certas, todas elas.

11 comentários:

Naná disse...

Eu só que quero preservar a candura e a inocência dele por mais uns tempos... plenamente consciente de que esse mundo cão o pode mandar abaixo num sopro... mas diz-me o instinto que por enquanto a minha asa é e sempre será o seu porto de abrigo!

Se caio no exagero?! É bem provável, sim...

gralha disse...

Achas mesmo? Eu acho que tenho dias. E o pai para contrabalançar. Só por cusriosidade, para que lado achas que pendo?

Melissinha disse...

Para a mãe-que-solta, Gralha! Eu acho que sou mãe-que-prende.

Melissinha disse...

E assim de repente, acho que os pais costumam puxar para o outro lado :)

Ana C. disse...

Para MEU conforto exclusivo, eles ficariam debaixo das minhas asas para sempre.
Mas esta cena de ser mãe é fodidíssima. Não podemos pensar apenas no nosso conforto. Ainda que esse conforto também passe pela urgência de ensiná-los a voar.
Vai daí, o meu conselho para ambos os lados é irem soltando devagarinho, até, por fim, se limitarem a enfiar penas das vossas asas dentro dos bolsos deles, para que eles saibam que vos têm, quando percorrerem o mundo cão sem a vossa mão.

Melissinha disse...

Casaca, deste uma resposta "tudo é uma questão de equilíbrio"! Toma lá um cascudo.

(Agora a sério: estou a falar de natureza. Todas nós temos uma maneira de ser mãe muito instintiva e independente do que julgamos certo na teoria. E vejo que essa natureza vem sempre ao de cima, por mais contrariada que seja (quando é, e não acho que tenha de ser).

Escreverei mais sobre o assunto, até porque ando a aprender imenso sobre isto (a minha natureza como mãe, e a do Hugo como pai) e tenho descoberto coisas engraçadas.

Ana C. disse...

Melissa não tem mal nenhum teres uma determinada natureza e passares a vida a contrariá-la, para benefício alheio, quando necessário. Não só na maternidade, isto é válido para tudo no universo, caraças.
Eu assumo-me como mãe-galinha-é-pouco, mas assumo também o compromisso de me contrariar.
E isto vale para as mães que só pensam em empurrar os putos para a independência a todo o custo.
Eu passo a vida a ter que contrariar a minha natureza de bicho do mato-tímida. Life sucks.

gralha disse...

O meu signo carneiro é mãe-que-solta (inclusive prisões de ventre). O meu ascendente balaça é mãe-que-prende. Pumba, toma lá a minha resposta 'é tudo uma questão de equilíbrio'.

E, lançando mais achas para a fogueira, o soltamento é directamente proporcional ao número de filhos. Se pudessemos ter meio-filho faziamos gestações de elefanta.

Ana C. disse...

gralha, a minha sogra é mãe GALINHA de 5 filhos. Eu acho que nem sempre é proporcional.

Melissinha disse...

Eu sou carneiríssima e acho-me mãe que prende. E sim, claro que temos de nos contrariar o tempo todo, mas acho que nos contrariamos demais. Acho que há mais espaço para o nosso estilo pessoal do que queremos acreditar.

Melissinha disse...

(E isso vale para tudo na vida, também).