terça-feira, 8 de outubro de 2013

O que mais gosto na escola do Gabriel

Ter o filho de uma pivô da TVI e a filha da minha manicure na mesma turma do meu filho.

Pode não ter significado nenhum para vocês, mas foi este o motivo pelo qual saímos do Brasil. Traduz o que procurávamos por cá - já devo ter dito isto antes, mas, assim como não foi por motivos financeiros que o Gabriel foi para a escola pública (embora seja a explicação mais fácil), também não foi por motivos financeiros que a minha família emigrou (embora também seja a explicação mais fácil). Pelo contrário, o meu pai saiu de uma situação bastante confortável, lá, para procurar uma sociedade diferente cá. E encontrou. Ainda que estejam cada vez mais esbatidas, espero que estas diferenças entre de onde vim e onde estou se mantenham por muito tempo. Duvido, mas espero. Entretanto, aprendo a estimar muito os pequenos oásis em que o muro entre pobres e ricos ainda seja desprezível, ou pelo menos pequenino, sendo a escola pública um deles. 

6 comentários:

dona da mota disse...

É o chamado sonho americano versão tuga! É por termos este micro clima favorecido de estância à beira mar plantada, com muito trauma de infância mas cheia de optimismo e fé. Somos nós, Portugal, sim, porque o teu título podia ser "o que mais gosto em Portugal"!

Melissinha disse...

É o sonho anti-americano, na verdade!

dona da mota disse...

Versão Tuga, Melissa, vai dar a isso mesmo!!! :)

gralha disse...

Compreendo perfeitamente. É mesmo esse tipo de ambiente que quero também para a minha família.

Carla R. disse...

Partilho a 100% esta opção. Exiastem milhares de razões que a justificam. Para os meus filhos quero o melhor e o melhor é isto, não é fazer-lhes pensar que fazem parte de uma elite. Que são diferentes pelas razões erradas.

Melissinha disse...

"Que são diferentes pelas razões erradas".

Carla R., era isso o que me incomodava quando estava decidida a pô-lo num colégio. Só não conseguia dar-lhe nome.