segunda-feira, 15 de abril de 2013

Há quem já não sinta a presença da pessoa logo depois do desencarne,  quem sinta que a pessoa que partiu está realmente noutro plano. O meu irmão é assim. Lembro-me de quando viu o túmulo da nossa mãe pela primeira vez. "Ela não está aqui, podemos ir", disse, depois de um minuto.

Eu sou diferente.
Eu fico lá horas, se me deixarem.

4 comentários:

Naná disse...

Eu sou como tu...

Ficaria horas se me deixassem e volta e meia volto a esse mesmo local...

Ana. disse...

Gosto mais da abordagem do teu irmão. O que vai para a terra, não é a pessoa que amamos. É apenas um invólucro.
Há cinco anos que não vou ao cemitério e peço que se passem muitos mais até ter de lá voltar.
...

Melissinha disse...

Não é abordagem, é mesmo maneira de sentir as coisas.

Catarina disse...

Um grande beijinho, Melissa!