sexta-feira, 23 de outubro de 2009

som na cabeça

Não há dias em que amanhecemos com uma música na cabeça? Hoje amanheci com um som. O som do coração do Gabriel no doppler que eu tinha cá em casa. Estática com um cavalinho ao fundo. shhhh tututututu shhhhh tututututu.
(Ele vai para creche no começo de novembro, será ansiedade da separação, isto?)

6 comentários:

Ana. disse...

É de certeza, Melissinha!
Mas tens de pensar que a ida dele para a escolinha vai ser bom para todos. Principalmente para ele, que vai conhecer outros meninos, vai crescer socialmente e aprender a desenrascar-se mais do que se estivesse em casa "só" contigo...

Acredito que custe (e acho que é muito bom os meninos ficarem em casa enquanto para isso houver condições) mas vai ser bom!
Vais ver...
;)

Ginguba disse...

É capaz de ser, sim. Esse momento costuma provocar ansiedade.

O teu coraçãozinho também vai fazer tutututu mais depressa...

Crescimentos, para eles e para nós!

Melissinha disse...

:) Estou confiante que foi uma boa decisão!
Estava a trabalhar com ele no chão ao pé de mim, a fazer estripolias e eu a dar-lhe metade da atenção o tempo todo.
Assim dar-lhe-ei toda a atenção em metade do tempo. Parece-me um investimento em qualidade.

sofia disse...

É o mais certo sim...
Sim, vai ser um investimento em qualidade. De certeza
Mesmo que o teu coração fique pequenininho...

Mafalda disse...

Melissa, eu coloquei a Madalena na creche aos 10 meses para ter exactamente essa 'liberdade0 de poder trabalhar (ou fazer o que seja e o que for), em metade do tempo. Custou muito, muito mesmo a adaptação dela. A ela e a mim e, apesar de ter sido muito criticada por várias outras mães no meu blogue, que me diziam coisas como:'não percebo como é que uma mãe que não trabalha coloca a filha na creche', hoje em dia sei que foi a MELHOR decisão que tomei! Para ela e por mim. ela socializa, brinca com outros meninos, está muito mais querida comigo e eu posso procurar trabalho com muito mais empenho, ter disponibilidade para ir a entrevistas, fazer formações, tirar cursos, enfim... a vida não se resume só aos nossos filhos, por mais que os amemos como se não houvesse amanhã.
Vais ver que vai ser muito bom, mesmo que de início te custe muito!
eu chorava rios de baba e ranho todos os dias.
Mas agora o meu coração está tranquilo porque sei que ela fica bem e gosta de lá estar. :)

Melissinha disse...

Mafalda, acho a creche, mesmo que a part-time, uma opção muito boa para mães que não trabalham também. Filho a tempo inteiro MÓI. E, no meu caso, estava totalmente consumida pela maternidade, mesmo enquanto despachava o pouco trabalho que conseguia aceitar a prioridade era ele, ele, ele.

Cá entre nós (todas), sempre que falava com o meu pai acabava na ladaínha "não nasci para este emprego", quando na verdade devia ser "não nasci para só ter este emprego", para ser mãe e mais nada, e era o que eu estava sendo. É uma noção um bocado frustrante, porque desde cedo achei que a maternidade me corria fácil no sangue: sendo imigrantes, os meus pais trabalhavam muito mais horas do que o normal e eu praticamente criei o meu irmão dos 3 aos 5 anos quando eu era adolescente ainda.

Com este curriculum, achei que seria pêra doce... ledo engano.

Pronto, assim sendo eu e o pequeno separamos um pouquinho os caminhos. Não tenho a menor dúvida de que será bem mais duro para mim do que para ele: tenho um filho galdério, um autêntico vai-com-todas e já andou a distribuir charme às colegas de berçário. O meu irmão foi um bebé de trato facílimo - ainda é - e cheira-me que o Gabi é igual, mas vamos ver.

Eu é que precisei de escolher um infantário literalmente a cinco minutos a pé daqui. Mais do que isso doeria. Afinal é o meu coração que estão a esticar.

(Se isto está confuso, perdoem, é do sono!)