quarta-feira, 8 de maio de 2013

Quando se aproximava o dia dos professores, ela começava a olhar para a goiabeira do quintal. Antes de a irmã mais velha ir pô-la a ela e ao irmãozinho ao colégio, espreitava a goiabeira, rezando para que a época chegasse tarde pelo menos naquele ano.

Mas não chegava e, certinho como o destino, ela e o irmãozinho levavam as goiabas mais bonitas da primeira safra para a professora. Bem embaladas, sem bicho, no ponto, mas, não obstante - goiabas.

Morria de vergonha, queria dar uma pulseira ou uma caneta, como os colegas.

9 comentários:

gralha disse...

Ahhh goiabaaaaas. Podia cheirar goiabas uma manhã inteira.

Melissinha disse...

Cheiram a sovaco!

gralha disse...

Experimenta transportá-las sem ser debaixo do braço.

triss disse...

Nunca comi goiaba, só goiabada.

Melissinha disse...

Detesto goiaba. Deve ser por ter crescido debaixo de uma goiabeira.

Ana C. disse...

Adoro estes teus bocadinhos de infância.

Melissinha disse...

Não é meu, é da outra dona Mel :)

Descobri, como a Gralha, que também preciso de auxiliares de memória, se não estes bocados perdem-se mesmo a sério.

gralha disse...

O meu auxiliar de memória para a minha primeira goiaba fresca: pequeno-almoço no meio da Mata Atlântica, com um mico-leão-dourado a tentar levar um pedacinho do meu prato.

Ana C. disse...

Melissa, esta era a tua mãe a ter que oferecer goiabas? Ainda melhor :) Adorei.