sábado, 2 de julho de 2011

ET phone home

A ideia de voltar à minha cidade natal, a qual não vou há sete anos e que, antes disso, não ia há cinco, não me causa excitação, por incrível que pareça. Não que não tenha saudades: morro de saudades daquelas mulheres sobre quem escrevo aqui. Mas a ideia de voltar à minha cidade natal causa-me sobretudo ansiedade, muita ansiedade.

Mais do que ansiedade, acho que a palavra que procuro é medo. Eu sou outra pessoa completamente diferente, agora, depois de luto engolido, casamento, maternidade, vida. Estou bastante mais velha. BASTANTE mais gorda. Eu não sou a mesma pessoa que saiu de lá. E é ridículo, mas tenho um medo infantil de... de esta pessoa que sou hoje não ser aceite.

Sei de onde este disparate pegado vem, graças a Deus. Está bastante identificado. Identificar, para mim, nunca foi um problema. Ultrapassar, sim.

Mas, quer dizer, se voltar às origens não fosse fonte de conflitos, não haveria tantos filmes sobre o tema, certo?

4 comentários:

gralha disse...

Só se essa aceitação não estiver já dentro de ti. Não está? Mas por quê?

Melissinha disse...

porque sou um poço freudiano sem fundo :)

Melissinha disse...

E touché, é isso mesmo, gralha.

gralha disse...

Poço de sabedoria, certamente.