quarta-feira, 30 de maio de 2012

E ainda a respeito das expetativas e da gestão de tempo

Procrastinar faz mal a todo mundo. A mim, o primeiro efeito secundário de um dia mal cumprido é um cansaço insuperável. Uma impaciência totalmente injusta com o Hugo e o Gabriel. E uma ansiedade que não me deixa respirar bem. É engraçado: se cumpro o dia, devia sentir-me estafada ao fim, mas não - sinto-me sempre cheia de energia e até me dá para ir ao ginásio às 21h, às vezes.

Procrastinar é roubar tempo ao futuro, e a sensação física que me causa é essa mesmo: a de ter perdido qualquer coisa valiosa para um Papão que sou eu mesma. 

Por isso, vou rever em baixo os meus planos diários, a ver se chego com forças ao fim do dia.
Isto, assim, não vai lá.

15 comentários:

Naná disse...

Melissa, é isto mesmo!
Antes de ter mudado para o actual emprego, trabalhava num local onde a palavra procrastinação não existia. Chegava à hora do almoço e eu já tinha despachado 50 mil coisas e atendido não sei quantos telefonemas e nem tinha dado pelo tempo passar... nunca saía a horas, mas chegava ao fim do dia e sentia-me cansada fisicamente...
Actualmente estou num emprego em que a procrastinação me domina e luto com ela há meses... é horrível!
O cansaço ao final do dia não é físico, mas mental, que me tolhe o pensamento, o corpo, o humor... dantes queixava-me que não tinha tempo para respirar, agora queixo-me de que passei do 8 mil para o 8...
Todos os dias luto contra essa cabra que é a procrastinação...

Naná disse...

Eu bem tento seguir dicas como estas, mas não tenho tido muito sucesso...

http://busywomanstripycat.blogspot.pt/2012/05/como-bem-gerir-o-tempo-e-ter-tempo-para.html

Melissinha disse...

Naná, o que funcionou comigo durante uns tempos foi a Pomodoro Technique (procura. é gratuito). Ainda uso algumas técnicas diariamente, mas acho que vou ter de voltar de corpo e alma para o método todo...

Melissinha disse...

Gosto da técnica do tomate porque divide o dia em unidades mínimas, de 25 minutos cada. É impressionante o que se consegue despachar em 25 minutos concentradinhos.

Naná disse...

Vou procurar! :)

Naná disse...

Estou a gostar de ler é o Focus do Leo Babauta

Ginguba disse...

Dei uma espreitadela no pomodoro. Assim à primeira vista acho que o intervalo de 5 minutos facilmente resvala para muito mais! Nunca tinha ouvido falar da técnica do tomate mas é o que eu faço sempre com tarefas de que não gosto. O problema é que quando paro, depois para retomar é o caraças. Acontece-me com frequência ter várias tarefas começadas e nenhuma concluída.
E sim, sinto exactamente esse cansaço e impaciência de que falas!

Melissinha disse...

Ginguba, sim, confesso que é muito raro os cinco minutos serem só cinco, mas os 25 são MESMO 25 :) é muito tempo para quem trabalha com texto, dá para avançar bastante (num trabalho de meia hora de legendagem, por exemplo, pode equivaler a 1/3 da tradução despachada). Daí, mesmo fazendo um bocadinho de batota nas pausas (como eu, agora :D), dá para aumentar bastante a produtividade.

O Focus Booster é fundamental, não trabalho sem ele (e sem o Freedom, já agora).

manue disse...

ai...como me reconheço. Sou terrível. Trabalho só part-time e mesmo assim acabo por fazer tudo em cima da hora, seja lida da casa seja trabalho. Sinto-me uma baldas.

Ana C. disse...

Eu odeio essa sensação. Abomino. Por isso, é ver-me a despachar trabalho e deveres com todo o empenho, para depois poder finalmente relaxar. Porque a realidade é que nunca consegues descansar verdadeiramente com a sensação de dever por cumprir.

Melissinha disse...

JÁ TOU A ENGONHAR OUTRA VEZ.

gralha disse...

O problema (teu e de todos nós, acho eu) é que ou há 8 ou 80. Nos dias em que quero fazer pouco, faço nada. E nos outros é a matar. Olha, desde que se vão equilibrando e que vamos cumprindo...

Melissinha disse...

Eu só estou a cumprir com o inegociável, o que é uma merda, pois deixa os meus projetos pessoais em banho-maria, à espera que se faça luz na Procrastinolândia.

Ana. disse...

Esta é uma questão - não queria dizer problema, mas a verdade é que é isso mesmo - com que me debato há já alguns anos.
É como diz a gralha: nos dias em que só preciso de fazer pouco, não faço nada, depois tenho dias em que trabalho 13 horas. Claro que no dia seguinte estou completamente rebentada e volto a não fazer grande coisa. Só quando os prazos estão mesmo, mesmo a estalar é que me concentro a valer.
Mais do que fisicamente cansativo, é extenuante a nivel mental. Fico de rastos, com a mesma dificuldade em respirar quando à noite chego à cama sem ter feito o que queria/precisava.
Para mim não resultam relógios, cronómetros, tomates nem nada. Sei que é um trabalho de capacitação mental. Mas às vezes (muitas vezes) custa-me chegar lá...

c disse...

Detesto dizer isto, mas acho mesmo que no norte da Europa se procrastina menos. Será alguma coisa que anda no ar?