sábado, 12 de maio de 2012

Faca de dois legumes

Não vou mais comprar frescos nas grandes e médias superfícies. A carne vai vir toda do talho, que até tenho um bem bom e barato perto, o peixe vai vir da loja de congelados (não compro peixe fresco nem com uma arma apontada à tola) e as frutas e legumes... Pois.

A minha primeira inclinação foi para os serviços de entrega de cestas diretamente dos produtores, com produtos fresquinhos - para quem não conhece, procurem por cestinhas da horta, mercado saloio, cestas da quinta, cestas ao sábado... Há várias empresas familiares a fazer o serviço. Para mim, os prós da coisa são: a comodidade, a garantia de ter o mínimo de intermediários possível de modo a garantir o melhor preço aos produtores, a frescura (normalmente são produtos colhidos no máximo um dia antes das entregas) e a falta de opção. Sim, ouviram bem, eu acho que o não poder escolher os produtos é uma vantagem: obriga-nos a comer como todos nós deveríamos, ou seja, priorizando o que a terra dá a dado momento e tira-nos da nossa zona de conforto de paladar (e culinário também), pois pelo menos aqui em casa não deitaria uma couve roxa ao lixo por falta de ideias.

O pior: ora bem, o preço. Variam entre os 13 e os 25 eur, já com entrega. Não é muito, mas se pensarmos que comprei isto

por cerca de sete euros na praça, a diferença já é qualquer coisinha. Desvantagens da praça: a que tenho ao pé de mim funciona aos sábados e é uma confusão do outro mundo. Dantes, para mim, ir à praça era uma festa, hoje acho um inferno. Não sei o que aconteceu - aliás, sei, né? - mas é terrível estacionar ali e andar a serpentear pelas bancas. Hoje, então, que tive de levar o Gabriel... caneco. Outra desvantagem é que, havendo produtores, há muitos distribuidores também, o que é mais um intermediário - de qualquer forma, nada do calibre de Pingos Doces e Continentes. A qualidade dos produtos é boa, não puxam o lustro aos pimentos e às courgettes e encontram-se sempre umas gracinhas diferentes para trazer para casa.

Resumo da ópera: vou tentar, durante este mês, fazer compras aos sábados de manhã na praça a ver se me habituo outra vez. Até nem é complicado, porque aos sábados o Gabriel tem natação com o pai e fico sempre com aquela hora nas mãos depois de os ir deixar. Vou ver se corre bem assim. Se não der certo, apelo para as cestas.

Vou dando os updates desta nova empreitada por aqui.


6 comentários:

Té F. disse...

Também gosto de praças mas habituei-me aos super e hiper...olha que o PD tem peixe bom sem ser congelado e a praça também, com atendimento personalizado e tudo "Amori então que pexinho vai ser hoji...diga lá minha qrida" :)

Melissinha disse...

Tou a tentar, de passinho de bebé em passinho de bebé, deixar de comprar nos supermercados, Té. Aos poucos em só passando à fase seguinte quando a anterior estiver bem consolidada.

Já é uma vontade antiga e está na hora de começar a pôr em prática, se não nunca mais.

manue disse...

por acaso aqui a praça é cara, cada vez que ia lá comprar legumes e peixe gasto uma pipa de massa, deixei de ir

Melissinha disse...

Aqui os mercados são caros, muito caros. Mas em dia de feira, é mais barato - não entendo bem o porquê. Eu a mercados não vou.

Melissinha disse...

(então o peixe, ui ui)

triss disse...

Eeu tento comprar sempre a fruta e hortaliças na praça, não tanto pelo preço, mas pela qualidade. É que a fruta e legumes dos supers/hipers não sabem a nada, mas nada mesmo.