quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Crónicas do Encolhimento - "Apenas usamos 6% da roupa que temos no armário"

Ouvi isso na Comercial hoje de manhã. E olha, fez-me plim. 

De vez em quando, há que levar o lixo para a rua. E se estou a tirar o lixo de dentro de mim, porque não tirar os excessos que me cercam também? Há tanta coisa duvidosa na minha vida. Falo de roupa, objetos, memórias e pessoas de origem e utilidade questionáveis. Coisas que não encaixam na minha vida e que me puxam para baixo há tempo a mais porque arranjo sempre mais um motivo para continuar com elas atreladas - sendo que o motivo principal é não conseguir olhar de frente para elas e dizer: "a tua energia é esquisita. Adeus. Sê feliz. É de coração, sê feliz, encontra outro dono ou pessoa a quem se atrelar".

Se só uso 6% do que tenho (e eu só uso 6% do que tenho), porque é que o armário está a explodir, como o meu corpo estava há uns meses? As Crónicas do Encolhimento são sobre tirar da Melissa o que não é Melissa.

Vamos a isso.

10 comentários:

Silvina disse...

Vai uma ajudinha?
http://busywomanstripycat.blogspot.pt/

;)

Melissinha disse...

Pá, eu acho que já ultrapassei essa senhora :D ela tem centenas de pares de sapatos (da última vez que li), mas vou lá ver, vou vou!

Muite lixe, Silvine, muite lixe!

ouvirdizer disse...

Tirar da Melissa o que não é da Melissa podia originar uma campanha a nível nacional para mulheres... Olha que devia ser giro: deite fora o peso, a roupa, as fotografias, as memórias, todas as coisas que estão em excesso: tire de si o que não é de si!
Isto é bonite, não estivesse eu em modo silly season e pensava nisto com afinco!
Mas o próprio feng-shui, a que acho muita graça, diz isso mesmo... Tem a ver com energias e nisso eu acredito e creio plenamente.

Outra coisa (copiei o que escrevi na Gralha):
Amanhã, sexta-feira, é ver o programa do Goucha(é só um esforço, vá lá), vão dar uma reportagem sobre o pequeno-almoço das miudas de hoje na cidade e das senhoras mais velhas no campo. As senhoras do campo são obviamanete de Mação, são "minhas" e são o máximo. Acompanhei a reportagem e acho que vão adorar!!!
Beijos!

ouvirdizer disse...

Eu dou mesmo muitos erros, caraças, quando escrevi bonite, não esta a pegar no teu muite lixe... é que escrevo mesmo mal(mas é sem querer)...

gralha disse...

6%? A sério? Sou um caso grave de dá-ou-deita-para-o-lixo-tudismo, mesmo. Uso 105% das coisas (algumas t-shirts do Gugas incluídas).

Melissinha disse...

Eu sou uma grande declutterer. Não tenho apego a nada. Há séculos que não vai nada fora, mas este fim de semana é certinho.

Acho que estou a falar de gente e de ideias, mesmo. Tenho clutter de gente e de ideias inúteis que precisam de uma evacuação rápida e indolor.

Melissinha disse...

Vera, uso o "tirar da Melissa o que não é Melissa" desde que li que foi assim que Miguel Ângelo descreveu o processo de escultura do David: tirar da pedra o que não é David.

Fiquei PASSADA quando ouvi o tirar da Melissa (trocado por Patrícia) num anúncio de emagrecedores. LARÁPIOS! Eu, pelo menos, roubo dos grandes!

Melissinha disse...

(e sim, acho que, entre engorda-engorda-engorda e agora emagrece-emagrece, não uso 5% do que tenho, porque estou permanentemente entre números. Não interessa, vai tudo fora. Para fora tudo que não amo e que não preciso, é o meu lema).

Naná disse...

Melissinha, sou uma péssima declutterer...
Guardo tudo e sou uma sentimentalona.
No entanto, por estes dias dei uma jantarada com 10 amigos lá em casa e consegui utilizar todos os copos que tinha em casa!

No que toca a pessoas já aprendi a fazer um declutter melhor. Acho muito mais fácil do que toca a pequenas tralhas...

Quando li o teu post, recordei-me duma pub à depur&l$n#, em que o argumento era o oposto do teu: se deita o lixo que tem em casa e já não quer, porque há-de guardar o lixo do seu corpo!?

Melissinha disse...

depuuuu-ralina! Dá-me vontade de arrancar os dentes, o anúncio.