quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Crónicas do Encolhimento - quando não podemos vencer a fomiedade

Em dias mais ansiosos, comer um doce por dia (não ultrapassando as 100, 150 calorias) deixa-me calminha como um coala dos mais fofinhos. Descobri que é melhor isso do que ir penicando coisas "dietéticas" que não preenchem buraco nenhum, nem de sabor, nem de ansiedade, nem de fomiedade.

CLARO que tenho de ter cuidado. Quando estou péssima, um brigadeiro dos pequenos é melhor do que quatro bolachas maria (valor calórico igual). É mais nutritivo do que uma maçã? Não, mas não estou a falar nem de fome nem de nutrição, mas sim, de aplacar a fomiedade num dia em que a fomiedade vai vencer. É um compromisso. Obviamente que, num mundo perfeito, só consumiríamos calorias boas. Num dia de fomiedade das grandes, o melhor é cingir-se a poucas calorias, venham de onde vierem - falo por mim, é claro.

Hoje, por exemplo, comi um bounty. Um. Comprei ali na máquina, pus imediatamente um no lixo e comi todas as 139 calorias do outro lentamente. Não vou lanchar tão cedo, mas não tenho fome. E estou feliz.


4 comentários:

ouvirdizer disse...

Por acaso nunca li sobre isso e já que abordas o tema, digo-te que já pensei nisso também.
Desde que perdi peso como um mil-folhas por semana e sobremesas (sim, no plural, almoço na minha sogra)ao domingo. Não me afecta o peso, nada. Porque diminuí muito o que comia normalmente. E é certo que fico saciada, só que eu não é de fomiedade(!) é mesmo da gula, sou tão, tão gulosa, pá! Não há explicação!
Embora beba café sem açucar e odeie gelados, de resto é a desgraça! É mesmo o que me custa controlar mais. Reduzir a comida foi fácil, não comer bolos sempre que me apetece é uma luta. Um dia faço psicanálise, regressão ou o tanas, há-de haver uma explicação para isto.

ouvirdizer disse...

Ah! Quando abuso nos doces não ganho peso mas a barriga... eu nem tenho muita barriga mas há toda uma almofadinha que se gera e que mostra que não estou numa onda muito saudável...

Melissinha disse...

Eu tou a chegar à conclusão de que paladar também sacia, Vera. E se estamos a ansiar por açúcar, só irritamos a nossa famiedade ou vontade com adoçantes e fruta. No meu caso, estava a ser contraproducente. Então criei o sistema das tais cem calorias, que é tipo um lanchinho. Faz bem? Ao corpo não, mas cala-me a alma e deixa-me seguir em frente. É o que importa.

É mais uma coisa da tal "reeducação", que cada vez mais estou convencida de que é um processo pessoal; nunca poderá ser impingido por um nutricionista ou médico. Nós é que vamos descobrindo o que o corpo quer e pede, como engorda, como emagrece, do que estamos dispostas a abdicar e do que não estamos. Apetite é uma coisa tão única como a impressão digital.

Naná disse...

Melissinha, essa foi uma boa táctica!

Padeci de fomiedade durante muito tempo após o parto, mas nem com esse método a coisa teria sido ultrapassada.
Actualmente, a minha mente consegue gerir a fomiedade com alguma calma.
Mas é como dizes, a reeducação alimentar é mesmo um processo pessoal e não há nutricionista nenhum que nos conseguirá impingir a fórmula correcta, pode é dar-nos várias sugestões que podemos tentar seguir e ajustar-nos à que dá melhores resultados. Por isso deixei de lá ir, porque já conhecia os truques e métodos todos, mas não conseguia dominar a minha fomiedade.
No entanto, a minha nutricionista sempre me disse que se estivesse ansiosa e tivesse um ataque de fomiedade, mais valia saciar logo a coisa, porque assim calava-se a bastarda, e o estrago seria menor!